Jeitão de kimono, tatuagens de samurai, upcycling em versão alta moda; e a busca por novos volumes em babados e construções oitentistas. Enquanto Nova Iorque focou a criação de novas peças-chave em denim; Londres buscou novos desenhos, contornos, e texturas no material. Desse experimentalismo vieram os cortes japoneses, a ideia de roupa envelopada no corpo, o denim picotado estilo acidente na etapa do corte; e os ombros bufantes.
Hashish trouxe samurais urbanos e decorativistas. Belstaffrelembrou a simplicidade, a moda essencial personalizada pelo hand made. Emilia Wickstead transformou a referência oitentista do fit baggy em minimalismo. E Faustine Steinmetz, reverenciou a década com um toque gestual, atualizando comprimentos mullet com recortes em estilo acidental.
Entre as produções lançadas como propostas para o Verão 2019, temos as saias longas com fendas profundas, retornando como opção sedutora e chic. Também o jeans sequinho e reto, associado à blusas com ombros volumosos na parte superior. A camisaria branca esvoaçante, com jeitão empapelado; foi colocada como aparência extremamente direcional junto ao jeans customizado. E ao longo das apresentações; pantalonas arrastadas, kimonos blocked, e vestidos longos e estruturados permearam os desfiles.
Já o decorativismo, em Londres ganhou motivos ligados ao fundo do mar. E as lavagens, estão trazendo de volta aquele jeans lavado amarelado, com efeito dirty, envelhecido e desleixado; como aparência elegante e madura – um visual que andava sumido das passarelas e por isso mesmo tende a evoluir nas próximas estações.
Fonte | Assinatura: VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO
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