Entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2011, será realizada a 9ª edição do Denim by Première Vision, em Paris. O evento acontece em um galpão desativado, onde antigamente locomotivas passavam por manutenção, trazendo um charme todo especial ao ambiente.
A diretora de marketing do salão, Chantal Malingrey-Perrin, esteve presente na última Première Brasil esbanjando simpatia e acompanhada de Natalie Oliffson, representante para América Latina, concedeu ao Guia JeansWear a entrevista a seguir:
Guia JeansWear – Quais são as características do Denim by Première?
A DBPV é uma feira exclusivamente de jeans, sarjas, acessórios e fibras para a indústria do denim, totalmente voltada ao confeccionista. Não há nenhuma marca exposta. Hoje o salão é tido como o ponto de partida em que os novos desenvolvimentos são apresentados para toda comunidade jeanswear.
GJ – Em que proporção a feira tem crescido?
Começou com 43 expositores, a próxima edição contará com 83, sendo divididos em 55% de denim, 15% acessórios, e o restante representado por lavanderias e produtos afins. Seu potencial vem crescendo a cada edição e hoje é reconhecida no mundo por ser líder em oferecer matéria prima e produtos premium. A cada edição são quebrados os recordes de visitantes, vindos de mais de 50 países diferentes.
GJ – Quais são as principais empresas que participam do evento?
Empresas da Turkia são fortemente representadas, assim como da França, Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha, entre outras. Os japoneses também se fazem presentes, apesar de pouco volume, são muito criativos e de qualidade inquestionável.
GJ – Qual a preocupação da feira com o futuro do denim?
É principalmente a tomada de consciência que acontece no beneficiamento do denim. Como fazer um produto vintage que reflita essa preocupação com os processos ecológicos. Já existem hoje esses processos acontecendo, exemplo são as lavagens que fazem uso do laser, do ozônio – e que permitem dar ao produto o aspecto vintage sem o uso da água. As principais indústrias estão investindo muito em pesquisas e o fruto disso é que elas estão se posicionando diferentemente no mercado internacional. Primeiramente essa preocupação começou com as tecelagens e agora já alcançou também algumas marcas tais como Levis, Diesel e etc.
GJ – Quais as expectativas para o mercado jeanswear?
Acredito que ainda há muita coisa por vir, pois o denim é um produto que busca cada vez mais inovações. É um mercado dinâmico e impulsivo. O índigo é ímpar, não tem outro artigo que possa competir com ele.
GJ – Existe alguma possibilidade da feira ser realizada no Brasil?
Atualmente o mercado do denim no Brasil parece ser auto-suficiente. Acho que a possibilidade das empresas europeias virem para cá é difícil. O salão propõe um mercado premium, de luxo, e as marcas brasileiras ainda não estão no ponto de trabalhar assim, apesar delas não admitirem isso. A linha premium aqui não é considerada do mesmo jeito que lá fora.
GJ Quais são os requisitos para participar da feira?
O salão tem um comitê que avalia os candidatos dentro de alguns critérios como reputação comercial e financeira, e a capacidade de propor coleções. São poucas empresas no mundo que possuem esse padrão internacional.
GJ – Qual a participação das empresas brasileiras no evento?
As empresas que já estão participando conosco são a Vicunha e a Tavex.
Natalie Oliffson, representante da Première Vision na América Latina e Chantal Malingrey-Perrin, diretora de marketing do Denim By Première Vision.
Natalie Oliffson, representante da Première Vision na América Latina e Chantal Malingrey-Perrin, diretora de marketing do Denim By Première Vision.










