Ciclo da moda: todos sabemos que ele se move fundamentado pelos materiais têxteis disponíveis no mercado. No caso do universo denim, esta premissa é ainda mais verdadeira; quando os fabricantes apresentam afinidades com a própria trajetória do jeans: bagagem histórica, tempo de mercado, e tradição preservada. É o caso da tecelagem Colombiana Coltejer, fundada em 1.907, que começou sua produção com camisas de flanela e atravessou todas as crises do país com modernização; incluindo a planta de produção de índigo no seu mix de produtos na virada dos anos 2.000.
Durante a mais recente edição da feira Colombiatex, a companhia apresentou suas propostas para o Verão 2018; destacando principalmente tendências relativas ao upcycling e à customização pessoal. Rabiscos com jeitão de caderno subversivo de aula, remendos sugerindo reaproveitamento de tecidos, mistura de padrões (listrados e de camisaria), bordas desfiadas, recortes sugerindo a origem de uma roupa anterior desmanchada; e mix de lavagens foram os elementos mais presentes nas peças.
Uma das principais mensagens transmitidas pela tecelagem; é a de que muitas destas idéias apesar de sugerirem trabalhos manuais, hoje estão sendo trabalhadas pelo modo industrial de forma reprodutível, facilitada principalmente principalmente pelo laser.
Os tons de índigo médios e claros, abertos para o branco em diversos pontos; predominaram nas interpretações ligadas ao upcycling, aliados a efeitos como splatter e respingos. Mas a Coltejer também sinalizou o black denim como tópico importante – consagrado para a temporada de calor. E a linguagem que vai dar a cara do verão para o sortimento escuro, de acordo com a fabricante colombiana, é dos bordados, na versão dos ramalhetes românticos e multicoloridos que se sobressaem no tecido. Uma arte que virá acompanhada de muitos rasgos, desfiados e manchas de tinta contrastantes.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR










.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)