Mercado brasileiro bate recordes em 2011

O resultado positivo da balança comercial brasileira em 2011 aumentou 47,8% em comparação ao ano anterior, para quase 30 bilhões de dólares, valor mais alto desde 2007 com recorde de exportações e importações, segundo os dados oficiais. RACH imdb


No ano passado, as exportações de bens aumentaram 26,8%, para 256 bilhões de dólares enquanto as importações subiram 25,7%, para 226 bilhões de dólares, indicou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. ”O Brasil nunca exportou ou importou tanto. Este é um sinal do dinamismo de nosso comércio externo”, indicou Tatiana Prazeres, porta-voz do ministério. ”Isto nos dá um superávit de 29,7 bilhões de dólares, o mais elevado desde 2007”, indicou o secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira.


O Brasil, que ultrapassou a Grã-Bretanha como a sexta maior economia do mundo, teve seu melhor ano em exportações graças aos preços altos e forte procura pelos seus produtos, como soja e minério de ferro. A China foi o principal destino das exportações brasileiras, seguido dos EUA e Argentina, revelaram os responsáveis.


As importações também aumentaram significativamente, embora a um ritmo ligeiramente inferior em termos percentuais do que as exportações. As importações brasileiras subiram em todas as áreas, desde as matérias-primas ao combustível, passando pelos bens de consumo e capitais, com os EUA, China, Argentina e Alemanha como principais fornecedores.


Embora o governo espere alcançar um balanço positivo também este ano, ainda não tem qualquer objetivo delineado devido à incerteza mundial. “A nossa expectativa é que em 2012 teremos um aumento (na atividade) e um superávit, mas ainda não estabelecemos um objetivo” , disse Teixeira.


As autoridades sublinharam que os incentivos às exportações por parte do governo e a valorização do dólar em comparação ao real têm ajudado a competitividade das exportações. Mas Teixeira também destacou fatores negativos que podem prejudicar o comércio, como a estagnação na Zona Euro, o reduzido crescimento nos EUA e a performance mais fraca da economia chinesa. “Também antecipamos uma maior concorrência internacional aos produtos brasileiros e a continuação da guerra monetária, que diz respeito a possíveis manipulações da moeda por países desenvolvidos”, explicou.


A incerteza internacional reflete-se nas previsões de exportações contraditórias por parte dos analistas e autoridades. O Banco Central espera um aumento de 4,3% nas exportações este ano, enquanto as previsões dos bancos privados variam de uma quebra de 7% até um aumento de 5%. “As importações devem crescer em ritmo mais acelerado do que as exportações”, referiu o Conselho Nacional das Indústrias em um relatório recente.

PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO