O consumismo regressa aos EUA

Em dezembro, e pelo sexto mês consecutivo, as vendas do comércio no maior mercado de consumo do mundo voltaram a crescer. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Comércio Americano, as vendas no último mês de 2010 atingiram os 380 bilhões de dólares.

Este valor, além de representar um marco já suficientemente elevado para animar os agentes econômicos, é também um valor superior ao registrado em Novembro de 2007, o mais elevado desde que existem estatísticas que medem as vendas nos Estados Unidos.

As vendas do mês do natal foram superiores às registradas em novembro de 2010 em 0,6% e 7,9% superiores às conquistadas no período homólogo de 2009. Em termos de categorias, o comércio caiu mais acentuadamente nas lojas de produtos eletrônicos e subiu nas vendas de combustível, materiais de construção e automóveis.

Apesar de algumas alterações nos hábitos de consumo terem vindo para ficar, o que é certo é que o consumo privado está retomando os níveis que tinha no período pré-recessão, afirmou Sandy Kennedy, presidente da Associação Americana da Indústria do Comércio. “A instabilidade econômica e a angústia dos consumidores face à crise definiram os três últimos anos no mercado. Um ambiente que tenderá a desvanecer-se à medida que os sinais de crescimento e de estabilidade se consolidem na economia”, acrescentou.

Ainda contagiados pela crise, os varejistas implementaram uma grande variedade de estratégias para conquistar a preferência e o dinheiro dos consumidores. Desde promoções criativas, tanto nas mídias tradicionais, como na Internet ou ainda através de descontos agressivos e promoções exclusivas, tudo serviu para despertar os instintos consumistas dos norte-americanos. A previsão acertada da procura, realizada pelos comerciantes durante a época de vendas do natal, foi mais um instrumento utilizado para atingir os bons resultados obtidos.

“Existem hoje boas razões para otimismo na Indústria do varejo. Os comerciantes que afinaram as suas operações, deram prioridade à inovação e investiram sabiamente durante os últimos três anos estão preparados para efetivar um crescimento considerável em suas vendas e em sua rentabilidade à medida que o consumo privado continua aumentando”, concluiu Kennedy.

PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO