Os bordados estão de cara nova ou melhor dizendo – de cara antiga: nostálgicos, autênticos comunicando entre flores e mimos o bom e velho conceito vintage que tanto tem predominado de maneira insistente nas últimas temporadas.
Os desenhos continuam elaborados e preciosos porém a função de enfeite passou a ser substituída pela de efeito: tal qual os efeitos de beneficiamento como puídos, devorês e desgastes agora os bordados surgem para reforçar a aparência surrada de um jeans marcado pelo tempo. Para tanto, surgem em cores menos contrastantes como bege e marrom – o que de longe lembra um efeito de sujinho porém de perto revela desenhos detalhados.
Na Colcci e Salsa, na maioria de suas aparições os bordados vieram com estas características e geralmente localizados nos pontos de maior desgaste da peça misturados a buracos, lixados, puídos e corrosões.
Já na Goldspun e Guess os bordados vieram em tom igual ou ligeiramente mais saturado em comparação a cor da área onde foram aplicados: mais um artifício para reforçar a proposta vintage já que o desenho do bordado só pode ser percebido de perto pois de longe a pouca nitidez sugere um efeito semelhante a um lixado, desgaste ou puído.
Bordados de contorno preenchendo grandes áreas – recorrentes nas coleções da Maison Scotch e Colins – também funcionaram como interferência na superfície do denim ao invés de atuar como mero enfeite.
Porém os bordados vaidosos e delicados não saíram completamente de cena – desta vez menos frequentes, porém mais desobedientes vieram aplicados em localizações incomuns como mangas, barras e ombros de casacos.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR



























