O jeans sai do desenvolvimento, passa pela lavanderia e fechamento percorrendo um longo caminho até chegar ao consumidor. Um trajeto que distancia a indústria das reais necessidades do consumidor. Foi com esse argumento, que Silvana Eva, da marca Lycra, levou à edição de Blumenau do Denim Meeting 2018 o estudo global realizado pela marca. No intuito de entender o consumidor de jeans, a pesquisa foi realizada em cinco países: Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos e Espanha. Desde a edição inicial do evento, vem sendo apresentada, transformando-se em novos insights para o público, a cada edição, principalmente pela riqueza e qualidade direcional que apresenta. Os dados foram coletados em outubro de 2016 e sintetizam três fases: a primeira delas é a qualitativa, que agrupou 500 consumidoras dos cinco países mencionados. Também a quantitativa com homens e mulheres, a etnográfica onde a marca foi até a casa e o guarda-roupa do consumidor.
Como tópico, a pesquisa buscou descobrir porque as pessoas usam jeans, bem como suas necessidades por categoria. Como critério para responder a pesquisa, o consumidor tinha que ter adquirido nos últimos 6 meses, uma peça de jeanswear. No decorrer da investigação, a Lycra identificou, por exemplo, que a brasileira é a que mais tem calças jeans. De uma média global de 8 estilos no guarda-roupa mundial, 38% das brasileiras afirmaram possuir mais de 10 peças no closet. O motivo de acordo com as mesmas é a versatilidade e o fato da peça poder ser usada em qualquer ambiente. Ilustrando essa realidade, as respostas das brasileiras pontuaram 85% de uso do jeans nas tarefas do dia-a-dia, 73% de uso no trabalho, 85% na escola. Já em casa – a pesquisa apontou o modesto percentual de 31%, sinalizando que em nosso país o jeans ainda não está associado ao conforto; diferente dos hábitos americanos, por exemplo, ilustrados pelo percentual de 63%.
Falando das modelagens, Silvana ressaltou que os costumes nacionais se caracterizam por uma variedade muito grande. “No Sul, por exemplo, faz mais frio, as mulheres são mais altas: usam mais o bootcut. No Nordeste faz mais calor, então temos mais a skinny”, argumenta. “Cada região tem sua particularidade”.
Após veicular um vídeo com depoimentos de consumidores de jeans relatando as dificuldades de se escolher o fit perfeito, Silvana alertou que de acordo com a pesquisa, a má experiência de compra está fazendo com que o mercado perca 57% das vendas do item. “O consumidor chega à loja e vê muitas opções até chegar ao que ele quer.” A busca nesse momento, de acordo com ela, orbita ao redor do fit, conforto e durabilidade. “A brasileira costuma comprar, em média R$130,00 por uma calça jeans, mas pagaria 36% a mais pela versão perfeita do mesmo”, comenta.
A pesquisa revelou também a real busca do consumidor na compra de um jeans. De acordo com ela, a mulher quer o ajuste perfeito, e a presença da elasticidade. O homem deseja a experiência do moletom com visual de jeans, e anseia que a calça dure a vida inteira.
Ao final da rica apresentação, Silvana apresentou em vídeo depoimentos ilustrando a confiança dos consumidores com a Lycra. Falas evidenciando a associação do consumidor do fio na composição, como um fator de segurança no atendimento de suas buscas por conforto e durabilidade foi mencionado. Com isso destacou a importância de comunicar a presença da Lycra na composição das peças pelo tag. Finalizando sua apresentação, trouxe o “case” da Ellus, que há anos pontua a peça desenvolvida com o Lycra Beauty no topo dos artigos mais vendidos da marca.
Fonte: Vivian David | Fotos: Equipe Guia JeansWear









