Em enquete promovida pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), ao menos 97% dos empresários do setor revelam já estar sentindo impactos negativos da paralisação da economia provocada pelo novo coronavírus. Os dados foram coletados entre os dias 23 e 27 de março.
Segundo a pesquisa, 88% das empresas afetadas apontam para o cancelamento ou adiamento dos pedidos por parte dos clientes, devido ao receio de queda em suas vendas. Em 66% das fábricas, há problemas para o escoamento da produção e entrega dos produtos e 41% indicam dificuldades para conseguir insumos. Estes também já estão tendo seus preços alterados, conforme percepção de 28% dos entrevistados.
Dentro do grupo dos 3% dos empresários que ainda não sentem os efeitos da pandemia, 96% prevê impactos inevitáveis à frente e 4% não acreditam nisso. Outros 7% revelam que a demanda doméstica pelos produtos que fabricam está crescendo com o atual cenário.
Em relação ao número de pedidos, 98% das empresas informam que houve alterações. Um por cento indica que houve aumento. Contudo, 23% dos entrevistados revelam que houve queda acima de 50%. Já em 15% das empresas, diminuição variou entre 10% e 25%.
Vale destacar que, como resposta ao atual cenário, 62% dos empresários ouvidos colocaram os colaboradores em férias coletivas e 34% estão recorrendo à aplicação de banco de horas.
Outros 30% mantêm funcionários em home office, sem anuência dos sindicatos, 14% com concordância das entidades laborais, e 22% iniciaram a demissão de trabalhadores. A redução de jornada e salários foi apontada por 5%. Apenas 1% está contratando.
Contudo, praticamente todas as empresas indicam adoção de medidas de orientação e prevenção ao contágio, visando à proteção dos trabalhadores.
Fonte: Redação | Foto: Reprodução









