A importância de proteger o valor da marca foi o tópico de Junior Souza

A construção do valor imaterial de uma marca é um dos maiores desafios que todo empresário enfrenta. É também um dos bens mais valiosos de uma companhia. E como todo bem de valor, precisa ser bem guardado. Foi pensando nesse tópico tão delicado, que a edição paulista do Denim Meeting 2018 incluiu entre suas palestras, Junior Souza, fundador da Ecotag, abordando o tema “Proteja sua Marca”. E Junior começou sua apresentação com uma ousada provocação, intitulando-se “O empreendedor louco”. O motivo? De acordo com o empresário, foi a coragem de iniciar um negócio cujo produto, à rigor, possuía toda linha produtiva baseada na Ásia.

“A Ecotag foi inicialmente criada para produzir tags sustentáveis de plástico e papel”, contou Junior. “Após nossa inserção no mercado, houve uma demanda muito grande pela inclusão do lacre junto ao nosso mix”, complementou. “Era um produto que não existia no Brasil, desenvolvido na China”. Junior lembra que ao reconhecer a oportunidade de mercado, viajou para a Ásia para ver como o produto era feito. “Foi uma luta trazer para cá, e o motivo é que eu não podia fabrica-lo da mesma forma que os Chineses o faziam, pois tínhamos um viés muito forte com inovação”, declarou. “Olhamos, reproduzimos, melhoramos e melhoramos mais um pouco” disse o empreendedor.

Atualmente a Ecotag conta com uma capacidade produtiva de 10 milhões de peças por mês. Em três anos já protegeu mais de 74 milhões de produtos. No mix atual, de acordo com Junior, existe lacre para todo tipo de produto: para os públicos A, B e C – e até para sapatos. “Nossa empresa foi criada para proteger da falsificação, porém hoje é muito mais procurada com o objetivo de criar valor do que proteger os produtos de cópias”, contou. “Em especial, daquele cara que compra roupa na loja, posta no Instagram e depois vai trocar. O lacre impede essa prática”, revelou Junior.

E a empresa que começou em 2015 com três clientes, hoje tem mais de 2.500. De acordo com o empresário, fruto de uma demanda muito mais focada na criação de valor, do que propriamente na falsificação. ‘A cadeia de moda vende sonho, experiência, engajamento, desejo e recorrência”, definiu. E o lacre contribui para gerar esse valor. Encerrando sua apresentação, compartilhou sua visão de mercado, sinalizando o caminho da identificação das pessoas como uma direção promissora. E concluiu: “o lacre é um produto para proteger, mas também para comunicar – e comunicar custa caro”.

Fonte: Vivian David | Fotos: Osiris Bernardino