Um termômetro do patamar tecnológico da América Latina. Por mais que se trate de uma feira global, por reservar uma fatia de visibilidade maior aos países do Mercosul, a Colombiatex de Las Americas 2018 proporcionou uma oportunidade para essa visão. A impressão digital em tons cada vez mais vivos e o tópico cor foram dois grandes temas. Mas principalmente, a feira sublinhou em seu sortimento, a oferta de tecnologias capazes de atender por processos automatizados, demandas on-line em tempo real.
A Fábrica Inteligente, montada em parceria com a innsolutions na praça principal do evento, buscou reproduzir em cinco experiências a visão mais próxima possível do modelo 4.0. Iniciando pela etapa do design, a fábrica apresentou o software 3 Dress, o qual permite a visualização das criações com realismo, simulando ajustes e efeitos da gravidade no caimento do tecido.
Na segunda experiência, contemplou a estampa digital através da impressora Mimaki, explorando versões mais intensas da cor, e a impressão preenchendo a silhueta dos moldes. Ao chegar na terceira etapa, a fábrica apresentou o software de corte Fusión, especializado em tecidos delicados e habilitado a realizar o corte em tecidos sublimadas. Em seguida, apresentou o processo de costura com três máquinas integradas à um software intitulado Shopfloor. E na etapa final, apresentou o CI Creytex, o qual permite o acompanhamento de todos os processos em tela e vídeo. Um ciclo formado por empresas Colombianas, porém, equipadas com maquinário italiano.
Como se vê, algumas etapas trouxeram à tona concorrentes de companhias como a catarinense Audaces – com a diferença de que a companhia usa tecnologia 100% nacional. E por falar no mix brasileiro dedicado à otimização do chão de fábrica, garimpamos algumas conveniências para o segmento denim. Iniciando pela segurança no chão de fábrica e gestão do tempo e dos processos têxteis. Comelato Roncato apresentou carros para retirada do rolão de tecido e enrolador tangencial. Intitulado Textus, o carro tracionado é mais rápido e mais seguro, e pode ser manipulado por um único funcionário. “Isso te dá a segurança de não estragar a matéria-prima e não machucar o operador,” comentou Celso Comelato, gerente comercial da companhia.
A paranaense Virtual Loom, apresentou o programa que controla do celular os equipamentos produtivos da planta em tempo real. De acordo com Caio Ramos, “é um equipamento que cabe no bolso de qualquer empresa.” Temos tanto clientes de 300 máquinas quanto de dois teares, e o hardware pode ser usado tanto em equipamentos modernos quanto antiquados, complementa. Ainda de acordo com Caio, o setup se torna mais ágil pois o próprio programa faz as mudanças de ajustes com a alternância dos tecidos. Já a Castilho Máquinas Têxteis, apresentou uma máquina para atadura de urdume, capaz de emendar de 30 a 60 nós por minuto.
Transcendendo das tecnologias nacionais para as globais, a alemã Weko ofertou aplicações de resinas com menor contato tanto para o fio quanto para o tecido pronto. “É a mesma resina aplicada sem imersão, sem contato, sem contaminação, sem desperdício, sem descarte e com necessidade de energia térmica muito menor”, comenta Benjamin Ziel. Por sinal, uma tecnologia que ilustra uma tendência forte no acabamento dos fios de denim. A busca por processos que otimizam tempo, insumos e reduzam os descartes ao mínimo possível.
FONTE: Vivian David | Fotos: Equipe Guia JeansWear





















