ABIT apresenta perspectivas para indústria têxtil

“Estima-se que, em 2014, o comércio têxtil e de confecção no mundo alcance a cifra
de US$ 856 bilhões.
O Brasil participa com 0,6% deste valor”. A afirmação é do diretorsuperintendente da ABIT, Fernando Pimentel, que apresentou as perspectivas da
indústria têxtil brasileira durante palestra no 8º. Congresso Brasileiro do Algodão &
Cotton Expo 2011, este mês, em São Paulo. Segundo ele, se o PIB cresce entre 4% e
5%, o consumo de têxteis no Brasil passará dos atuais 12,8 kg por habitante/ano para
quase 20 kg por habitante/ano em 2014. “O crescimento da renda e a estabilidade da
economia nos permite afirmar que até lá o consumo de têxteis e confeccionados no País
aumentará mais de 50%”, complementa Pimentel.



O executivo ressaltou ainda que o Brasil ocupa a quinta posição entre os produtores
mundiais de têxteis e o quarto lugar em vestuário. O consumo de fibras de algodão
também tem crescido no País. “Entre 1970 e 2010, esse consumo cresceu 248,8% por
aqui. Já no mundo, no mesmo período, o crescimento foi de 108,3%”, apontou ele
acrescentando que o consumo brasileiro per capta também tem sinalizado aumento nos
últimos tempos. “Saímos de 4,40 kg per capta em 1990 para 5,26 kg per capta no ano
passado.
No mundo, o crescimento foi bem menor, subiu de 3,52 kg per capta para 3,65
kg per capta, no mesmo período”. No Brasil, a participação do consumo de fibras de
algodão, em 2010, ficou em 57%. No mundo, o índice foi de 35,7%. Em 1990, esse
resultado era de 65% e 49%, respectivamente.


Durante a exposição, o diretor da ABIT também abordou a perspectiva do varejo e a
balança comercial do setor, além das barreiras à competitividade e estratégias para
2023.

ABIT | Foto: DIVULGAÇÃO