Abit prevê crescimento de 2,3% para setor têxtil e confecção em 2020

A  Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apresentou seu balanço de 2019 e as expectativas para 2020 no setor, na última quarta-feira. Nele, foram abordados dados em relação ao faturamento, empregos, produção física, comércio internacional e produtividade.

Em pesquisa realizada em parceria com o Instituto Locomotiva, a associação ainda buscou traçar o novo perfil do consumidor apresentado, sustentabilidade — onde várias empresas investiram para lançar produtos que respeitam o meio ambiente —, a digitalização da moda seguindo os conceitos big data, algoritmos, comércio eletrônico e omnichannel.

A entidade prevê uma alta de 2,3% na produção têxtil e de confecção. Este ano, o mercado têxtil vai fechar no vermelho, com variação de menos 1% a menos 2% em sua produção e a confecção varia de 0% a +0,6%. Para 2020 espera-se um crescimento de 3% em vendas. A projeção de 2019 é uma variação entre 0,6% a 1%.

Em relação às exportações a previsão é de crescimento de 2,5% (esse ano cresceu 2,7%) e para as importações, 4,1% em 2020, ante 2% em 2019. Estima-se ainda que possam surgir 6610 novos postos de emprego. Segundo a Abit, este será o melhor Natal desde 2014 em projeção de vendas, com 36,3 bilhões.

“Tivemos um ano conturbado mas que deixa saldos positivos para 2020. Deverá ser um ano melhor para o setor e para o país”, afirma Fernando Pimentel, presidente da ABIT.

Pimentel comentou ainda que apesar da cultura do algodão ser a maior matéria-prima transformada no Brasil, quando reunimos as fibras artificiais e sintéticas, elas já ultrapassam as fibras naturais. Outro dado importante é que o preço do vestuário no varejo está abaixo da inflação geral, movimentando ainda mais as vendas de final de ano.

Em relação à tecnologia e todos os investimentos dentro da indústria 4.0, Pimentel comentou que muita coisa na área da confecção vai mudar, o que pode incluir até a roupa que vamos usar em um futuro próximo. “A tecnologia está transformando o setor“, comenta Pimentel.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Reprodução