Brins invadem a passarela no quarto dia

O quarto dia de desfiles da temporada de Inverno 2011 deste São Paulo Fashion Week foi o que mais teve jeans e sarja na passarela também teve muita poesia, irreverência e até show do Lobão ao vivo. Confira abaixo alguns dos destaques.


Maria Bonita


A bossa carioca deu início a mais um dia de desfiles nesta SPFW. Ao som de Chico Buarque, a nova coleção da Maria Bonita homenageia a cidade de Brasília em grande estilo.


Mais uma vez a alfaiataria elaborada é foco da linha. A grife explora bem os comprimentos longos e midi, tanto em saias quanto em macacões. Babados usados em cavas nadador e recortes nas costas dos tops agregam sensualidade às mulheres da marca, que mais uma vez sabem o que querem.

Ronaldo Fraga


Sempre com uma boa história pra contar e com trilha sonora composta por músicas brasileiras, Ronaldo Fraga ilustrou sua passarela com azulejos pendurados com fotos de suas criações e inspirados na obra de Athos Bulcão, artista modernista que produziu pinturas, máscaras, gravuras e fotomontagens, e ainda foi colaborador de Oscar Niemeyer em Brasília. “Seus jogos geométricos têm algo de céu estrelado em noite de São João, das batalhas de confete no carnaval do século passado e das formas do cerrado brasileiro”, afirma Ronaldo.


E, tais azulejos vêm como tiras sobrepostas em saias e vestidos que ora ganham cores chapadas e formas geométricas desenhadas ou recortadas, ora em tons esmaecidos quase um degradê. Às vezes tais estampas e decotes arredondados lembram o estilo dos anos 60.


As formas características estavam lá como peças amplas e evasês, mas também modelos retos, longos ou curtinhos.


A variedade de estampas é incrível: números, pássaros, meio-círculos, faixas, estrela, quadrados, dançarinas e lindos rostos recortados que formam um vestido, além de plaquinhas de metal marrom com desenhos de pássaros.


Algodões, tecidos tecnológicos, brilhos e transparências e um inverno colorido com laranja, azuis, do claro ao mais escuro, verde-água, preto, branco e cinza fazem parte da coleção.


V.Rom

Na plateia Marcos Mion fez sucesso e na passarela homens mais velhos como o ator Cássio Reis, Marcelo Rosembaum, entre outros. Pois bem, parece que a marca amadureceu e deixou de lado tantas sobreposições, porém é claro, sempre com a pegada streetwear.


O xadrez não podia faltar, assim como os casacos de moletom e as bermudas retas ou cargo na sarja com tons neutros. A sarja ainda vem nas calças mais curtas no branco e no preto, além do lindo trabalho de pintura, como se fosse uma obra de arte. Seguindo as tendências internacionais, as calças ganham modelagem cenoura e vêm mais curtas com a barra virada.


Os homens da marca ainda encontram casacos, blazers e jaquetas em nylon, lã e camisas com estampas náuticas.


A marca ainda está lançando em parceria com a Converse um modelo de tênis com jeans sem lavagem e efeito matelassado.


Reserva


A marca carioca masculina, arrasou com o show do Lobão ao vivo, o tema “Decadence avec Elegance” e modelos envelhecidos com “rugas e cabelos brancos”.


E, falando em moda, mais uma vez a sarja vem com listras ou tingida, em tons esmaecidos com grandes pinceladas, além dos ternos também pintados, com rasgos ou desconstruídos. Os tons vão dos alaranjados, vinho, verde musgo ao off-white e preto.


A inspiração veio dos meninos comportados e bem vestidos, mas decadentes em tricôs com efeitos de flocagem, maxi-tricôs, suéteres, coletes e malhas com losangos. “O dinheiro para a lã em fio tinto praticamente acabou, mas o padrão está lá, mesmo que estampado”, brinca Rony Meisler, diretor criativo da marca.


O jeans também esteve presente nas calças skinnies e slims no bruto, na modelagem cenoura com resina ou no baby blue com esbranquiçados ou ainda com mistura de tecidos xadrezes e lavagens na jaqueta e no blazer.

VANESSA DE CASTRO | FOTOS: AGÊNCIA FOTOSITE