Uma casa hospitaleira é aquela que mantém suas portas abertas e sabe receber. Depois do isolamento que o mundo viveu com a Pandemia, a Canatiba Textil tem adotado essa política, nos seus eventos, showroom e, claro, no coração da indústria, seu parque fabril.
É um movimento em direção à transparência e ao estreitamento das relações humanas. Desde o trânsito dos vários times internos pelas instalações da empresa – com imersão nos processos e conhecimento mais íntimo do DNA da tecelagem e seus produtos – passando pela comunidade da região de Santa Barbará D’Oeste – com o Casa Canatiba – até o universo de clientes espalhados por todo o Brasil, a ordem é manter as portas abertas.
Até porque, descobrir a Canatiba, é descobrir a vanguarda em tecnologia, sustentabilidade e inovação na cadeia têxtil. Entre as atrações dessa ‘casa’ com mais de meio século de avanços e aconchego, chegou a vez de abrir as portas da sua lavanderia modelo.
Desde que foi inaugurada, a lavanderia concentrou suas atividades para a capacitação interna, teste de tecidos e uso de produtos químicos, além da produção dos mostruários usados pelas equipes de venda da empresa. Agora, a tecelagem vai dividir com o mercado o que aprendeu.
A ideia é capacitar grupos de clientes com o que há de mais moderno nas técnicas de lavagem e acabamento, otimizando a utilização de água, químicos e mão de obra, para alcançar resultados sustentáveis e efetivos, tanto do ponto de vista ambiental quanto em relação aos custos e, claro, aos efeitos esperados para cada receita.
A lavanderia Canatiba está equipada com equipamentos de última geração da marca italiana Tonello, referência mundial no setor. São cinco lavadoras com capacidade de carga de 35 a 130 quilos, duas delas com geradores de ozônio em água; uma lavadora Piloto de um quilo; duas secadoras de 40 e 100 quilos; um manequim laser; cabine de used com dois manequins e exaustor e um forno para 30 peças.
Mesmo com esse parque tecnológico, as técnicas que serão ministradas nos encontros com os clientes foram desenvolvidas de forma a serem executadas em qualquer maquinário disponível, com as devidas adaptações.
Segundo Felipe Covolan, diretor comercial da tecelagem, há um déficit de conhecimento que permeia o mercado e deixa o confeccionista numa posição de pouco domínio sobre o que esperar dos processos de lavagem e acabamento dos seus produtos.
Tanto aqueles que possuem lavanderia em suas instalações quanto os clientes que terceirizam os serviços, acabam tendo que lidar com as limitações de mão de obra e fornecedores, além do desconhecimento sobre o universo de produtos e técnicas à sua disposição.
“Evoluímos muito em termos de construção de tecidos e nos processos produtivos, como design, corte e costura. Também temos bons produtos químicos oferecidos. O que falta é técnica para lidar com tudo isso nos padrões internacionais”, afirma Felipe.
A lavanderia modelo é gerenciada pelo Phd em Química, Daivis Bergamasco, com uma equipe de 10 funcionários que estarão a serviço dos clientes nos workshops organizados a partir da necessidade de cada empresa, levando em conta a região onde atuam, suas demandas e expectativas.
No primeiro turno de trabalho, a lavanderia continua com suas atividades normais e a formação dos clientes acontecerá em novo turno implantado em horário comercial a partir do mês de setembro.
“Não nos limitamos a produzir e vender tecidos. Desde sempre, investimos na cultura de qualidade, levando aos clientes e a toda a cadeia têxtil a capacitação e as soluções necessárias para um mercado cada vez mais inovador e competitivo”, conclui o executivo.
Fonte: Ronald Sclavi | Fotos: Canatiba














