Confiança do comércio segue tendência de queda

Os comerciantes brasileiros estão menos confiantes na economia. O Índice de Confiança do Comércio (Icom), divulgado nesta quarta-feira (09.11) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 3,3% no trimestre finalizado em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado. Em setembro, a queda havia sido de 1,5% na mesma base de comparação. O resultado confirma a tendência de desaceleração do setor ao longo dos últimos meses.


O resultado consolidado refere-se aos segmentos do varejo restrito (que inclui os segmentos de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos dentre outros setores, mas que não inclui o comércio de veículos e motos e material de construção) veículos e motocicletas, partes e peças materiais para construção e atacado.


No varejo restrito, o resultado de outubro pouco difere do resultado geral, com queda de 3,7% do índice de confiança na comparação do trimestre findo em outubro com o mesmo periodo em 2010. A queda nas vendas de veículos e motocicletas, partes e peças influenciou a queda de 5% na confiança do varejo ampliado (que inclui ainda material para construção).


O Índice da Situação Atual (ISA-COM), que mede a percepção do setor a respeito da demanda no presente momento, ficou 4,5% inferior ao mesmo período de 2010. Os empresários do setor também estão menos otimista em relação ao futuro. O Indicador Trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) de outubro caiu 2,5% em relação a 2010. Das empresas consultadas, 63,3% esperam melhora e 6% piora da situação dos negócios no trimestre findo em outubro de 2011, contra 68,8% e 2,6%, respectivamente, em 2010.


O quesito que mede as expectativas com as vendas nos três meses seguintes sinaliza maior otimismo na comparação com 2010, mas a comparação interanual do Indicador Trimestral em outubro de 0,4% é bem menos favorável que os 5,1% de alta registrados em setembro. No trimestre findo em outubro do ano passado, 64,9% das empresas previam aumento das vendas, já no mesmo período deste ano esse percentual subiu para 67,4%. No mesmo período, a parcela das que preveem diminuição passou de 3,4% para 5,2% do total.

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