Econimia circular ganha destaque em palestra promovida pela Tencel e CHT

Além de tendências e novidades, a Semana de Lançamentos na Denim City SP, que ocorre de 24 a 26 de maio, também promoveu uma conversa sobre o futuro da indústria. O assunto veio a tona na palestra “O futuro é circular”, da Tencel e CHT Química Brasil, onde o comunicólogo Jackson Araujo apresentou as principais inovações do mercado relacionadas a sustentabilidade e circularidade.

No centro da conversa esteve a economia circular, que “redefine a noção de crescimento, com benefícios para toda a sociedade”, se desviando do modelo predominante em que extrair, produzir e desperdiçar materiais que estão levando o planeta ao “nível máximo”.

“Existem todas essas questões, que parecem até mesmo ficção científica, mas não são. Estão acontecendo de verdade”, destacou Jackson. “(Precisamos entender que) a economia circular constrói capital econômico, natural e social, apoiado por fontes de energia renovável. Ou seja, quem está praticando a econimia circular não está deixando de gerar economia, de defender a natureza e tão pouco de cuidar das pessoas. Não é um bicho de sete cabeças, um bicho papão”, completou.

Entre as estratégias para adoção da economia circular, o comunicólogo ressaltou a eliminação de resíduos e poluição desde o princípio, além do ato de manter produtos e materiais em uso e regenerar sistemas naturais. Com isso, a indústria abondona o retorno financeiro que depende de um ciclo linear – aquisição, uso e descarte – para o circular, onde o resíduo gera oportunidade de negócios e proporciona benefícios ambientais e sociais.

Jackson destacou o projeto “Trama Afetiva, promovido pela Fundação Hermann Hering, e também a tecnologia pioneira REFIBRA™, da Tencel, que envolve upcycling de resíduos de algodão do pré e do pós consumo para fazer fibras de TENCEL™ Liocel.

As fibras celulósicas TENCEL™ Liocel, pertencentes ao Grupo LENZING™, são originadas de fontes sustentáveis de madeira, que é uma matéria-prima renovável criada por fotossíntese, e ganharam reconhecimento por seu processo responsável de produção de ciclo fechado que transforma a polpa de madeira em fibras celulósicas com alta eficiência de recursos e baixo impacto ecológico.

Este processo de fiação com solvente recicla a água do processo e reutiliza o solvente a uma taxa de recuperação de mais de 99%. As fibras são certificadas como compostáveis e biodegradáveis e, portanto, podem reverter totalmente de volta à natureza.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a indústria têxtil consome anualmente cerca de 1,7 toneladas de silicone, usados principalmente no acabamento de tecidos e peças de vestuário. Para diminuir este dano, a CHT Química Brasil, que tem como propósito oferecer soluções sustentáveis por meio da química inteligente, desenvolveu uma tecnologia que também foi detacada por Jackson, a Tubingal Rise.

Todo o processo se inicia com o recolhimento de artigos e peças usadas de silicone, principalmente capinhas de celular, que passam por um método de purificação para ser aplicada como amaciante na fabricação de malhas e tecidos da cadeia têxtil.

Confira a palestra na íntegra:

 

Fonte: Thaina Barros | Fotos: Reprodução