Eduardo Buck, da Lectra, fala sobre o futuro da confecção da moda

Temos discutido constantemente o que nos espera daqui para frente dentro do mercado de moda. Com uma carga enorme de transformações que vêm revolucionando diferentes segmentos – da indústria têxtil ao varejo, é muito importante ficarmos atentos às novas informações e caminhos que podem ser seguidos dentro desses contextos.

Por isso, a palestra “Qual o futuro da Confecção da moda?”, ministrada por Eduardo Buck, diretor da Lectra, durante o Denim Meeting 2018, fez muito sucesso entre os presentes. A Lectra é uma empresa francesa e líder mundial em soluções integradas e, que se divide em: 47% do mercado de moda, 34% automotivo, 14% móveis e estofados e 5% outras indústrias.

Buck iniciou a conversa dizendo que o futuro é agora e destacou quatro megatendências que precisam ser observadas.

1. Milleniuns
Essa geração que já vendo discutida há algum tempo tem entre 20 e 40 anos e 90% deles utilizam as mídias sociais de alguma forma. 86% estão em países emergentes como o Brasil. Assim é importante apostar em toda forma de comunicação através dos novos canais, valorizando a exclusividade desses consumidores que gostam de se sentir únicos.

2. Digitalização
Existem novos modelos de negócios nessa nova era, atualmente tudo pode ser feito online, desde baixar músicas até pedir um carro ou fazer uma compra. Até 2020 há uma estimativa em que 70% da população usará smartphones. Eduardo salienta ainda os serviços de realidade virtual, comunicação de forma intuitiva, inteligência artificial, mobilidade, internet das coisas.

3. China
O país antes visto como um “monstro”, atualmente está mudando seu perfil e se tornando uma das maiores produtoras de marcas. Eles querem deixar de produzir volume para investir na qualidade e projetam um aumento anual de produtividade na mão de obra, de 6,5%.

4. Indústria 4.0
Já vem acontecendo gradualmente, e ainda falta bastante tecnologia a ser produzida. As vantagens são digitalização mais eficaz, mudança nas relações tradicionais de produção, otimização de tempo.

Principais ações a serem desenvolvidas

– Primeiro é necessário entrar na indústria 3.0
– Não confundir automação com indústria 4.0
– Entender o que é a indústria 4.0 na minha empresa e negócio
– Produtos sob medida
– Produção ágil
– Customização massiva
– Produção em massa
– Velocidade e produtividade com a indústria 4.0 com processos automatizados
– Sustentabilidade e valorizar o meio ambiente
– Processo mais simples e que também conferem mais conforto no trabalho
– Não ter medo de mudar
– Indústria 4.0 depende de variáveis, como tecnologia, processos, pessoas, conectividade, treinamento, avaliação e visão do que é feito

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Osiris Bernardino