G-Star sinaliza o heritage denim como tendência para o inverno

Durante a 87ª edição da Pitti Uomo, que aconteceu em Florença entre os dias 13 e 16 de janeiro, para a temporada FALL 2015 (Inverno 2016), a G-Star Raw, uma das marcas do segmento jeanswear mais importantes entre as que fazem parte da feira, sinalizou o heritage denim como a grande tendência para o inverno 2016, principalmente em se tratando de mercado masculino.


Com sua coleção Restored Denim, a G-Star buscou inspiração em seus arquivos, com uma variedade de jeans vintage japonês e transformou as referências em lavagens e acabamentos únicos.


“Nós quisemos focar naquele momento do jeans raw que ele está tão usado e cheio de buracos que você precisa repará-lo. Nós fomos aos nossos arquivos e achamos uma variedade de jeans workwear japonês e com eles em mãos foi possível notar que as peças foram levadas várias vezes a um costureiro para serem reparadas, e cada costureiro tinha uma técnica diferente, então no final do ciclo de vida daquele jeans ele tinha praticamente se transformado em uma pintura. Nós achamos aquilo tão lindo e transformamos aquelas referências em diferentes lavagens com um resultado final incrível e cheio de técnicas manuais para coleção 2015”, afirmou Remco De Nijis, Diretor Global De Marca, em entrevista exclusiva ao Guia JeansWear.


Nessa tendência tão forte, que inclusive notamos também nas passarelas da semana de moda masculina de Milão, o jeans ganha patchworks tapando buracos, cerzidos consertando rasgos, mini pontos de tricot para fechar furos e reforço nos joelhos. E quando esses consertos não estão presentes fisicamente, de maneira tátil e tridimensional, eles podem ser percebidos através de efeitos de lavanderia planos, que buscam transmitir o mesmo e belo efeito do boro.


Para o inverno 2016, a G-Star propõe um olhar atento às técnicas tradicionais japonesas de manutenção do jeans, olha para a herança do denim e o transporta para o seu dia a dia contemporâneo e autêntico. E mesmo que o grande enfoque seja o segmento masculino, as mesmas técnicas e referências podem (e devem) ser aplicadas para o segmento feminino.

MARINA COLERATO | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR / REPRODUÇÃO