Herbert Schmid, expert no segmento jeanswear, ex-presidente da Santista Têxtil, também esteve presente no Denim Meeting 2018 realizado no Expo Center Norte, em São Paulo. Ele, que atualmente é consultor da Schmid Consulting, trouxe alguns números relevantes sobre o varejo de vestuário no Brasil. Confira:
Segundo pesquisa desenvolvida pela Gherzi, consultoria mundial com foco no denim, em 2017 o varejo faturou R$ 195,2 bilhões, com 6,2 bilhões de peças vendidas e a produção cresceu 10,3% em volume. Para 2018 a previsão é de R$215,3 bilhões de faturamento, e 6,6 bilhões de peças. 905 milhões de peças foram importadas em 2017 e para este ano a projeção é de 1,13 bilhões.
Já o consumo de fibras per capita cresceu igualmente ao PIB mundial, sendo que atualmente 50% são de algodão, 50% sintéticas. Até 2020 as sintéticas aumentam e o algodão vai girar em torno de 25%. Para 2030 a projeção é de somente 20% fibras naturais. Os países emergentes consomem de 10 a 20 kg per capita. A produção de algodão caiu mas o seu consumo não.
E qual o futuro da cadeia têxtil e do varejo e suas principais tendências?
Herbert apontou o ciclo de vida útil de cada produto, como sendo um dos itens mais importantes, envolvendo o reuso da peça, reciclagem, upcycling, entre outros, além dos tecidos inteligentes. Entre os segmentos mais atrativos no Brasil estão o actviwear/sports, seguidos do denim, beachwear e casual/fashion.
A Indústria 4.0 também é um movimento bastante forte que alia melhor produtividade a custos mais baixos. A nanotecnologia e todos os tecidos inteligentes caminham na mesma direção, assim como os novos sistemas de fiar através de ar e, os E-commerces que vêm crescendo muito dentro do mercado de moda.
Herbert deu como exemplo a Amazon que já tem quatro marcas próprias e um site completamente integrado que permite uma navegação e compra mais fácil e entrega rápida.
Ainda segundo Herbert, o denim, nos últimos 7 anos, perdeu em volume de exportação. As regiões que mais exportam são a China, Paquistão e Hong Kong, Turquia e Índia. As maiores importações ficam com Bangladesh, Hong Kong, Vietnã e Turquia.
Em relação às inovações no segmento denim, Herbert abordou as tecnologias em fios, materiais e lavanderia, onde o Brasil é mais forte em tecidos pesados, encorpados e a Ásia ganha nos tecidos mais leves.
E quais os principais pontos-chave da Indústria do Denim?
– qualidade do produto
– serviço ao cliente
– desenvolvimento de produto – tecido, lavanderia
– compra da matéria-prima
– otimizar estoques
– treinar funcionários
Em relação à matéria-prima, Herbert disse que o algodão tem um futuro promissor, porém os artificiais irão crescer ainda mais devido ao aspecto mais leve, super stretch, acabamento, entre outras vantagens. Os tingimentos também estão evoluindo como o Rota Spray um corante que fixa diretamente nos fios, reduzindo o consumo de água.
No Varejo além dos E-commerces, a comunicação através das mídias sociais é um caminho sem volta e todo o mercado deve ficar de olho nesses canais.
Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Osiris Bernardino









