Humberto Rebonato, diretor da FIT, fala sobre o crescimento do mercado de moda infato-juvenil e bebê

A FIT 0/16 chega a sua 44ª edição agora em novembro, entre os dias 23 e 27, apresentando aos lojistas as novidades do inverno 2015 para o mercado infantil. O Guia JeansWear aproveitou esses dias que antecedem à feira para conversar com Humberto Rebonato, um dos organizadores do evento.



Guia JeansWear – Como surgiu a idéia da feira?

Humberto Rebonato – A extinta FENIT contava com uma área dedicada à moda infantil. Com o fim da FENIT, há quase 23 anos, criamos a FIT 0/16, dedicada ao público de 0 a 16 anos.


GJW – A FIT foi a primeira feira infantil do Brasil?

HR – Não foi a primeira feira infantil, mas foi a única feira infantil que ficou no mercado. O principal motivo para termos conseguido passar pelas dificuldades foi o fato de termos sempre sido bem seletivos com os expositores, e mantido o foco no nosso público-alvo.


GJW – Como você define o público-alvo da FIT?

HR – Sempre trabalhamos com foco na classe A/B e, atualmente, a classe C em ascensão também vem ganhando espaço.


GJW – Quais as principais mudanças desde a criação da FIT até hoje?

HR – Uma das grandes diferenças que podemos sentir nesses vinte e três anos foi que o design de moda infantil se profissionalizou muito, e grandes marcas vêm cada vez mais criando seu segmento infantil, o que esquenta bastante todo o setor.

Nessa 44ª edição da feira, por exemplo, a Ellus lançará sua linha kids e a Tommy Hilfiger, Mandi Teen, Richards e Salinas Play apresentarão pela primeira vez suas coleções no evento.

GJW – O senhor já citou acima que a FIT ter mantido o foco no seu público alvo foi crucial para vocês atravessarem fases complicadas. Teve mais algum outra fator, como, por exemplo, o mercado infantil sempre em crescimento?

HR – Eu acredito que nós realmente só conseguimos chegar com sucesso nessa 44ª edição por termos mantido o foco nas classes A/B e sempre trabalhado com marcas de muita qualidade.

Porém, realmente, o mercado infantil vem crescendo há anos. Isso se dá, em grande parte, porque comprar roupa pra criança é mais essencial do que supérfluo. A criança, diferente de um adulto, cresce e a roupa que ele já tem começa a ficar pequena. Claro que existe a questão supérflua da moda infantil e adolescente, mas a necessidade é que faz o mercado crescer ou, pelo menos, se manter.

GJW – Em números, qual o crescimento do segmento infantil neste ano e previsão para o ano que vem?

HR – O crescimento vem há alguns anos com mínima de 5%. Já 2013 foi um ano muito bom, tivemos um crescimento de 7%. Agora em 2014, por conta da Copa do Mundo, tivemos que adiantar a edição de Primavera/Verão 2015 para abril, o que fez com que muitas marcas não pudessem participar, por conta de não estarem com as coleções prontas, mas mesmo assim tivemos boas vendas.

Sem dúvidas 2014 não foi um ano de crescimento exponencial, mas temos boas expectativas para 2015. O evento de junho já está praticamente todo vendido, então a previsão é de retomar o crescimento.

Nessa 44ª edição, que acontece na próxima semana, serão 120 marcas, com expectativa de movimentar R$ 300 milhões.


GJW – A produção internacional e importação interferem negativamente no mercado infantil?

HR – Não interfere quase nada, na verdade. Na FIT temos algumas marcas nacionais que produzem fora, mas é minoria, cerca de 80% das marcas têm produção nacional.

Serviço:

44ª FIT 0/16 – Feira Internacional do Setor Infanto-Juvenil/ Teen e Bebê


Datas: 23 a 26 de novembro de 2014

Horários: das 10h às 19h – dia 26 até às 17 horas

Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo/SP