Marco Britto e Silfarley Peterle falam sobre o sucesso do Grupo GB Customização em São Paulo

Nascida em Colatina, cidade do interior do Espírito Santo, o Grupo GB Customização em jeans atravessou as fronteiras Minas Gerais/São Paulo e esse ano comemora 10 anos dessa conquista. Os sócios Marco Britto (vice – presidente da ANEL – Associação Nacional Das Empresas de Lavanderia) e Silfarley Peterle, diretor estratégico e de inovação do grupo, contam com exclusividade para o Guia JeansWear um pouco sobre o desbravamento e sucesso em atender uma das regiões de distribuição de jeans mais cobiçadas no setor de lavanderia brasileiro.

Guia JeansWear – Quando a GB chegou a São Paulo?

Marco Britto – Entramos em São Paulo exatamente há 10 anos, em 2004 sendo a GB fã do trabalho da Renata Miranda, marcamos uma reunião com ela e conversamos sobre a possibilidade de obtermos um espaço no Memorial da América Latina durante o evento VIP, presidido por ela, foi então que descobrimos o potencial do Brás e SP.


GJ – Com quem iniciaram um trabalho aqui em São Paulo?

MB – Eu e um representante, apresentamos algumas propostas para Disparate, Fatal e Carmim. A Carmim era uma marca que eu admirava e admiro muito e apesar de no começo ter sido difícil conquistá-los, chegamos lá. Em 2004 o maior desafio proposto nas primeiras peças da Carmin foi desenvolver o efeito fine pin, que até então as lavanderias que atendiam a Carmim não sabiam fazer, nem nós. Mas graças à união da nossa equipe que possui DNA da inovação, conseguimos fazer o efeito, com isso conquistamos a Carmim que chegou a customizar 100% de sua produção na GB. A Disparate e a Fatal também aceitaram nossa proposta e assim começamos nosso trabalho em SP com grandes empresas paulistas.


GJ – E depois?

MB – Com a Carmin aprendemos muito sobre ser uma empresa excelente, de dentro para fora. E com a eficiência adquirida para atendê-la conseguimos o crescer e sermos reconhecidos principalmente perante o mercado do Brás.


GJ – E como foi o trabalho da GB dentro do Brás?

MB – A maioria das empresas do Brás focava em preço. Não importava maquinário, diferenciação, customização nem se falava nisso, lavações diferenciadas era coisa de outro mundo, todas as lavações eram muito parecidas. Porém, tinha uma grande competição, quem ganhava era quem tinha preço, até então as lavanderias não ocupavam um papel importante dentro da cadeia de produção. A GB chegou oferecendo customização e não lavagem, através de um mostruário de peças riquíssimas desenvolvidas por nossos designers, o que fez uma grande diferença na qualidade do jeans dos nossos clientes iniciais. Vendendo agora o jeans customizado, nossos clientes tiveram grande aumento de vendas em um curto tempo.


GJ – Quantos clientes hoje a GB têm no Brás?

MB – São 18 clientes.


GJ – E com relação às tendências? As novelas ainda predominam muito na moda jeanswear do Brás?

MB – Sim influencia, mas não tanto como antes, antigamente isso era constante. O que aconteceu é que as redes sociais estão mudando o mercado do jeans nacional. Antes tínhamos grandes marcas que eram players nacionais como a Zoomp e etc. Hoje isso mudou, o mercado se diversificou muito através de marcas que vem surgindo em várias regiões do Brasil. O consumidor final aprendeu a comprar inovação com bom preço. As marcas do Brás estão ganhando notoriedade nacional.


GJ – Quantos representantes vocês têm agora em São Paulo?

MB – Não temos representantes utilizamos outro tipo de profissional, chama-se designer de atendimento. Todos eles vieram da indústria e também já foram designers de produto dentro de nossos núcleos de design.

Este tipo de atendimento é mais uma inovação que a GB desenvolveu para diferenciar o produto dos nossos clientes.


GJ – Quanto a GB cresceu em porcentagem nesses 10 anos?

MB – Em 2007, comemoramos um milhão de peças em um ano, cerca de 85 mil peças/mês. Em 2013, nossa média foi 482 mil peças/mês nas unidades, totalizando 5.784.000 (cinco milhões setecentos e oitenta e quatro) peças/ano, um crescimento de 600% aproximadamente em seis anos.


GJ – E quando vocês começaram a viajar para fazer pesquisas?

MB – Em 2001. E as pesquisas foram se intensificando cada vez mais, hoje realizamos de 4 a 6 pesquisas por ano e todo trabalho de desenvolvimento é coordenado pelo departamento de inovação, dirigido por Silfarley, sócio do grupo.


GJ – Em relação a investimento?

MB – Nós temos um planejamento estratégico, mas o crescimento de nossos clientes superou todas as metas, tivemos que fazer altíssimos investimentos, só em maquinários de laser foram mais de dez máquinas para as unidades, 7 adquiridas nos últimos cinco anos.


GJ – E vocês pensam em expandir?

MB – Temos projetos, mas ainda queremos nos estruturar melhor. Estamos conhecendo novos mercados, novas possibilidades, visitando lavanderias importantes pelo mundo, mas tudo será feito com calma, com planejamento. Estamos conversando com alguns parceiros e lançaremos em breve franquias do Grupo GB e nossa meta é ter um parceiro franqueado em cada polo de jeans importante desse Brasil.

Se alguém que lê esta entrevista esteja disposto a adquirir nossa franquia é só entrar em contato.


GJ – Marco e Silfarley, para finalizar, vocês tem algum agradecimento especial que desejam fazer?

MB – Nestes 10 anos de atuação no mercado de SP, nossos números foram fantásticos, mas muito mais importante que os números foi o nome que conquistamos dentro do mercado, e isso se deu graças a oportunidade dada por nossos clientes e parceiros. Gostaríamos de agradecer a vocês do Guia JeansWear que sempre nos apoiaram, à classe de representantes comerciais que hoje são nossos amigos, agradecer às industrias têxteis, às vendedoras de lojas e aos estilistas, sem o apoio de todos tenho certeza que teria sido muito mais difícil.

Uma pessoa sábia do setor têxtil me disse uma vez uma frase que marcou minha vida: “o têxtil é uma guerra, só se vence essa guerra com os melhores aliados”.