Moda deve estabelecer tecnologias e modelos de negócios em 2020

O ano de 2019 assistiu às marcas e varejistas de moda testarem tecnologias e desenvolverem novos modelos de negócios. Como consequência, 2020 deve assistir estes modelos se estabelecerem e pode visualizar muitos deles escalonando na prática.

Desenvolvimentos e Inteligência Artificial voltaram-se para novos programas como o da Hering e Yoox Net-a-Porter, voltados para um sistema de entrega mais adequado às necessidades dos consumidores. Incluindo jornadas de compra omnichannel mais inteligentes, formação de clientela, desenvolvimento de informações de dados de produtos e divulgação.

Somado a este contexto, o crescente apetite pela novidade que não gera resíduos tem movido uma série de alugueis e modelos de revendas. Urban Outfitters Inc. lançou o serviço de aluguel Nuuly, marcas de luxo como a Burberry firmaram parcerias oficiais com gigantes das revendas como The Real Real.

No Brasil, a Troc expandiu seus negócios ampliando a oferta para o infantil e criando o programa de indicação “Indica TROC”, que incentiva o consumo consciente ao mesmo tempo em que gera renda extra para as participantes. E, voltando ao cenário global, nomes como Louis Vitton e Farfetch aventuraram-se com criações digitais através do mundo dos jogos.

Mediante tantas iniciativas experimentais, a tendência é de que em 2020 o mercado continue evitando lançamentos tecnológicos grandiosos e excêntricos. Ao invés disso, permaneça optando por testes incrementais, baseando-se no que deu certo em 2019. Basear-se no impulso de diversos temas passados emergentes: é nesta lógica que espera-se encontrar as tecnologias e as tendências que vão tomar lugar de destaque no ano que temos pela frente.

O marketing de influência poderá ser um benefício para a formação de dados. E assim como a formação dos dados amadurece e se “alfabetiza”, também o consumidor e as organizações não governamentais de dados privados o fazem.

Novos regulamentos conferindo um controle maior dos dados de terceiros estão ganhando força e adesão, por isso o ano de 2020 promete ser um período ruim para o marketing de dados terceirizados, e bom para quem leva a privacidade do consumidor a sério.

Realidade aumentada, roupas digitais e blockchain vão continuar se desenvolvendo, enquanto o setor de revendas e o marketing de influência deverá crescer. Investidores vão olhar para as startups B2B que proporcionam tecnologias para o atendimento ao cliente por trás das cenas, assim como soluções logísticas, que serão áreas cada vez mais em crescimento.

Fonte: Vivian David | Foto: Reprodução