Tecelagens brasileiras têm bons resultados na feira

A 27a edição da Colombiatex de las Americas terminara de forma positiva para as tecelagens brasileiras focadas no jeans. O sentimento unânime de uma feira bem sucedida, focada em negócios não só com clientes da América do Sul e Central, como também EUA e Europa, pode ser percebido em estandes bem movimentados e com mesas ocupadas durante quase todo o tempo.

Para Francisco Gonzales, Coordenador de Marketing Índigo e Brim da Vicunha Têxtil, que chega a sua 15a edição da Colombiatex, o público está mais selecionado e são várias as oportunidades de bons negócios. “A Vicunha participa da Colombiatex há 15 edições e podemos perceber uma evolução da feira, um espaço maior e mais estruturado também”, afimou ele.

O mesmo ouvimos de Cynthia Jaber, gerente de exportação, da Covolan Têxtil, que participa do evento há 3 edições: “A Colombiatex é uma excelente feira para fechar negócios e estreitar as relações comerciais com os clientes da América Latina e América Central”, disse ela. “Houve queda no volume de público, porém aumento na quantidade e qualidade de negócios”, acrescenta.






Para Fábio Covolan, Diretor de Marketing da Canatiba, essa edição da Colombiatex foi ótima para ter um termômetro comercial de 2015, principalmente por conta da desvalorização do câmbio, que é um fator positivo para as exportações. “Conseguimos fazer bons negócios a nível global, além das expectativas de futuras vendas iniciadas aqui na feira”, afirma ele.



Alessandra Leonel, Gerente De Exportação da Cedro ressalta um dos únicos pontos negativos do evento: “Todas as empresas colombianas estão expondo, então não conseguimos fazer muito contato com eles”, ressalta ela. “Mas a Colombiatex sempre foi uma excelente feira para fechar negócios com os principais países da América do Sul e Central, nem posso dizer que ela evoluiu, porque, para nós, ela sempre foi positiva”.

Para a Tavex, que além do estande armou desfile em forma de fash.mob e uma palestra sobre sustentabilidade rentável nos negócios, a Colombiatex, mesmo agora, com uma forte presença de empresas do México, Turquia e Índia, ainda é a mais importante da América Latina. “É uma feira grande e integrada, com um público interessado em comprar”, falou Lilian Kurosaki, Gerente de Marketing da Tavex.










Por outro lado, quando sugerido um comparativo com as feiras nacionais, também é unânime ressaltar a falta de integração no setor e como essas rupturas prejudicam os negócios. “Não há feira ou iniciativa igual no Brasil”, afirma Francisco categorigamente. “Existem várias pequenas feiras espalhadas em vários polos têxteis, mas eu já consigo suprir todos esses mercados com representantes, essas feiras acabam não conseguindo me gerar, de fato, bons negócios”, explica Fabio. Cynthia e Alessandra dividem a mesma opinião: “as feiras do Brasil são feiras para fortalecer relacionamentos, e não necessariamente fechar pedidos”.

Além dessa falta de integração do setor têxtil, todos apontaram a hospitalidade e solicitude de todos os envolvidos na organização da feira como um diferencial que não temos culturalmente no Brasil e acaba fazendo toda a diferença para atrair empresas, empresários e ,consequentemente, bons negócios; além de estrutura e planejamento, todos muito bem executados.

Já para Fernando Pimentel, Diretor Superintendente da ABIT, quando questionado sobre toda a iniciativa ProColombia e a Colombiatex em si, ele afirma que o evento é realmente ótimo para fortalecer e estreitar as relações comerciais não só com a Colômbia, mas também com todos os países da América, mas é difícil compará-la com as feiras brasileiras, pois são países de dimensões diferentes.

“O Brasil tem muitas iniciativas para fortalecer a moda e o turismo de negócios, principalmente em São Paulo. Porém, o país é muito grande, logo é natural existirem várias boas feiras espalhadas em diferentes cidades e você não ter um evento único como a Colombiatex, que está centrada em Medellín junto com a maior parte da indústria de moda colombiana”, explica Pimentel. “Mas é claro que temos muito o que melhorar, não só no sentido de integrar o setor, mas também em se tratando de acordos comerciais e outras ações para fortalecer as exportações e a moda brasileira”, finaliza.

MARINA COLERATO | FOTOS: DIVULGAÇÃO COLOMBIATEX