Vicunha Têxtil apresenta os temas e inspirações para a temporada

Um pé no passado e outro no futuro: inspirações opostas mas que se complementam dentro dessa avalanche de informações que estamos vivendo. É a preocupação em preservar nossas raízes, mas também investir em novas tecnologias para satisfazer um consumidor cada vez mais exigente não só com o produto final, mas também com o processo que ele passa. Seguindo todos esses conceitos, a Vicunha apresentou seu Verão 2018 aos clientes e imprensa, na semana passada, em seu Showroom em São Paulo no famoso evento Vipreview onde os visitantes puderam conferir palestras de tendências, lavanderia e o desfile com peças exclusivas criadas pela equipe da Vicunha e seus parceiros.


Temas Verão 2018


Open Sea: O mar sempre inspirou e continua como tendência de moda. Aqui seguimos o direcionamento dos oceanos, novas culturas, velejadores, navegadores e viajantes nômades que passeiam pelo Oriente. Os azuis límpidos e em várias tonalidades se fazem presentes em nuances vivas e claras como o delavê, o crú e o branco chegando ao raw super limpo. Além disso, as superfícies texturizadas e orgânicas revelam beneficiamentos lavados, com manchados ou aquarelados e, detalhes com bordados, tudo bem clean, minimalista e sofisticado com um toque romântico. É o jeitão cool despojado mais uma vez fazendo sucesso com muita leveza, toque brilhante e macio juntamente com as fibras naturais como o lyocel. Destaque para as bases nobres de gramaturas leves e que trazem superfícies lisas e maquinetadas com desenhos de espinha de peixe e favo de mel. As listras do navy continuam em alta -desde as mais delicadas até as grossas. No brim, artigos elaborados com algodão e viscose garantem um toque chique e rústico.


Os shapes femininos são longos e fluídos em vestidos com amarrações, calças com punhos, saias transpassadas e pantalonas clochard. Já para os homens, o quimono invade o guarda-roupa e a saruel começa a fazer sucesso entre o público mais descolado. O fit slim permeia os blazers, já as calças ganham cintura alta. Entre os detalhes, temos cordas, corte a fio, amarrações com nós e ihoses.


Bio Society: Uma volta ao passado para melhorar o futuro. Esse é o ponto de partida para um tema que discute e tenta redifinir toda essa loucura das grandes cidades com foco no consumo consciente e no meio ambiente. Aqui o campo volta com tudo, onde a agricultura inspira diferentes produtos no retorno às nossas raízes, às coisas mais simples da vida numa estética romântica e sofisticada e, mais uma vez explorando a rusticidade e o refinamento unindo trabalhos opostos com referências vintage, dos anos 70 e também um visual limpo. O denim premium, no raw faz sucesso em peças com cara de alfaiataria como a flare que ganha babados ou as pantalonas bem amplas. Há ainda muitos vestidos longos, macacões croppeds e a calça culotte com maior volume, cropped e fechamento entrelaçado. As mangas bufantes continuam assim como os ombros exagerados. Para os homens surgem calças bootcut e baggy além de shorts slims e camisas de mangas curtas com detalhes em viés.


Para os tecidos, a inspiração vem da natureza e sustentabilidade com foco no raw denim com fibras naturais ou fios reciclados. Bases em 100% algodão vêm cada vez mais leves e, podem ganhar efeitos maquinetados. Já os artigos mais rígidos surgem com tingimentos especiais em superfícies estruturadas e construções marcadas. O conforto é conquistado através dos produtos com alto stretch. O brim é delicado e traz uma infinidade de estampas florais como os liberty. Destaque para os tecidos com composição 100% viscose ou 100% algodão com aspecto de linho. Em lavanderia temos patches com lavagens diferentes e efeitos geométricos, destroyers mais pontuais, mas principalmente peças limpas, somente amaciadas com corte impecável e sofisticação e que revelam ainda costuras marcadas. Aqui os rosas são muito importantes pela delicadeza. Mas há também o verde militar e os neutros como o off white e beges.


Buzzy Disrupt: A onda do momento é compartilhar seu mundo imperfeito em uma época onde as mídias sociais mostram mais o belo e, o perfeito, do que os erros e a realidade do dia a dia. Por isso essa tendência traz muito humor, cores e atitude transgressora de regras, da beleza, da estética limpa onde entra o conceito upcycling – recriando o antigo e transformando -o, em algo usável e, também com um mix de universos – onde não há mais limites para o feminino ou para o masculino. Esse é o novo comportamento dos jovens rebeldes e modernos que riem de si mesmos e, que trazem diferentes referências das ruas, dos looks oversizeds e super confortáveis e, também minimalistas inacabados e desconstruídos.


Os shapes são amplos em jaquetas, calças e coletes com uma pegada streetwear. Babados e peças mais justas em camisas e saias sugerem um visual mais romântico. No masculino surgem peças que ganham desconstruções, assimetrias e detalhes de zíperes em peças alongadas e que ganham patches de estampas e tecidos diferentes. Os principais tecidos mesclam alto power e estruturas rígidas e de gramaturas variadas, das médias às mais pesadas. No brim, o grande destaque é o PT com avesso colorido. As listras chamam atenção na linha de camisaria.


Entre os beneficiamentos, uma profusão de jeans bem claros, descarregados, com bigodes, efeitos 3D, recortes, mistura de tecidos, destroyers em locais não convencionais como quadril e barras traseiras, laser, patches e tonalidades diferentes. As cores giram em torno do azul oxford, rosas, branco, acinzentado, neutros e o vermelho. Entre os detalhes surgem bordados e estampas com dizeres ou figuras lúdicas.


Z Nation: Tecnologia a toda prova. Geração jovem ligada 24 horas em eletrônicos como celular, computador e games, mas também nos esportes e na música, conectados no mundo e neles mesmos, sempre com muita atitude e opinião própria. Eles não seguem tendências, eles fazem suas próprias tendências. O mood prático, descomplicado aliado à referências ao futuro e um ar tecnológicochamam atenção para shapes extremamente justos ou bem oversized e funcionais em tecidos que à primeira vista não parecem denim nem sarja e, trazem coatings brilhantes, respirabilidade, conforto e mobilidade e, que se diferenciam pela alta elasticidade e recuperação, toque macio e alta performance. As sarjas são leves e podem ganhar aspecto resinados, brilhantes ou estampas futurísticas e psicodélicas.


Os shapes vêm dos anos 80 e seguem o esitlo athleisure com características do activewear mesclando peças de academia para o dia a dia e, onde entram bermudas ciclistas, tops swimwear, parkas, jaquetas bomber e calças amplas para elas. Os meninos passeiam com modelos de comprimentos alongados em calças e bermudas e, esportivos com capuz em camisas e jaquetas e as joggers. Detalhes de listras maiores, puxadores e efeitos de laser na superfície incrementam as peças. Cores elétricas no azul, vermelho, lima fazem contraponto ao preto, branco e cinza. Entre os beneficiamentos temos desde a lavagem mais clara até efeitos como acid wash, marmorizados e blocos de cor que criam geometrismos interessantes.

VANESSA DE CASTRO | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR