O lado glamouroso do inverno reverenciado com muitas peles volumosas e maxi-casacos. O discurso decorativo da moda assumido em micro estampas dot, padrões manchados e motivos étnicos. O apelo sedutor e confiante do couro multiplicado em peças-chave desejo para o guarda-roupa masculino.
As passarelas de Paris, Milão e Londres já deixaram suas respectivas colocações para guiar o desenvolvimento das coleções masculinas correspondentes ao inverno 2015 brasileiro. O denim constou na alfaiataria em duas formas distintas: através da lavagem alinhada em peças formais ou na versão lavada com um caprichoso e utilitário outerwear, capaz de complementar as produções mais tradicionais, como colocado por Dior Homme. Saindo da imagem compenetrada e migrando para o visual das ruas na versão do jeans todo-o-dia, temos uma proporção volumosa de blacks juntamente às peças confeccionadas em índigo, absolutamente trabalhados por patches em couro e xadrez, comunicativas de um certo apelo grunge e uma boa dose de punk.
CORES: O inverno é escuro e profundo. Mas a sensação de aquecimento é comunicada por cores como o amarelo e o vermelho vibrante, e os tons rosados, salmão e bordô. Temos também pontos luminosos de verdes abertos, a energia dos azuis saturados, e o jeitão viril dos tons terrosos, em looks urbanos e atuais, a exemplo de Calvin Klein.
ESTAMPAS: Na alfaiataria temos os microprints dot de Dior, florais decorativos e espelhados a exemplo de Phillip Lim, e a continuidade das estampas exóticas e multicoloridas em peças de Issey Miyake e Kit Neale. Mas para o jeans, as informações mais valiosas constam nos padrões botânicos multicoloridos ou jogados na nuance do azul, a exemplo dos casacos e calças de Philipp Lim. Também os manchados ou texturas de respingos – dados por tingimentos ou no próprio tecido estampado. Dentro deste estilo, identificam-se interpretações de Dries Van Noten, Huntergatherer e Lou Dalton.
MATERIAIS: Couro black ou colorido nas tonalidades vermelho saturado e marrom terra. Metalizados com aparência foil, ou tecidos emborrachados com aparência brilhosa e molhada, a exemplo de Diesel Black Gold. Peles coloridas ou com aparência autêntica.
COURO: O couro se multiplica em construções que remetem à t-shirt, ou lembram o visual de moletons, formuladas para complementar os demais agasalhos. Também temos camisas masculinas enxutas, conjuntos estilo biker, tuxedos e numerosas calças com fits ajustados ou mesmo cintura franzida e entrepernas solto e confortável.
DENIM: O índigo foi numeroso e variado, demonstrando a permanência da alta da aparência do blue-denim no guarda-roupa essencial, mas com uma elevada leitura de luxo. Tivemos uma alfaiataria em denims leves no desfile de Valentino, onde com freqüência o look total índigo foi complementado por um magnífico sobretudo. Já em Dior Homme, o denim dialogou com a alfaiataria de maneira distinta, tomando o lugar antes ocupado por casacos de lã, pontuando conjuntos de terno e gravata. O outerwear foi numeroso, com muitos coletes com bolsos fole, tuxedos, e versões volumosas e térmicas.
JEANS: O jeans masculino é includente do black, em importante proporção, desde os fits sequinhos até o confort ou baggy da Dsquared2. Mas o essencial é que o jeans trabalhado, com aplicações de patches, mix de materiais e visual punk reinaram nas coleções.
LAVAGENS: Brutos em todas as cartelas, lavagens vintage, com pontos esbranquiçados, patches, devorês e furinhos reinaram nas coleções, tanto na paleta azul, dark, black e grafite. Também o bleached, com o quase total descarregamento do índigo, a exemplo de Lou Dalton. O visual colorido manchado ou estilo tie-dye, a exemplo de Dries Van Noten.
ViVIAN DAVID / FOTOS: WWD













































































































































