H&M registra crescimento em junho

As vendas comparáveis na >H&M em junho cresceram em ritmo mais elevado nos últimos nove meses, impulsionadas por uma forte procura pelas novas coleções. Nas lojas abertas, tal estatística subiu 3% comparativamente em relação ao ano anterior. As vendas totais na segunda maior varejista mundial, Inditex, por sua vez, aumentaram 13%. No entanto, Richard Chamberlain, analista do Bank of America Merrill Lynch, defende que os resultados de junho estão abaixo das expectativas – a previsão média da Reuters, aliás, apontava para um aumento de 4% nas vendas comparáveis.



“Os números mostram um ligeiro abrandamento durante a segunda metade de junho, mas ainda assim é uma performance superior em relação aos principais mercados”, afirma Chamberlain. E, acrescenta, “finalmente acreditamos que o sucesso dos novos mercados e formatos aumentaram o potencial de crescimento a longo prazo da H&M”.



A varejista sueca já tinha revelado um crescimento de 14% nos primeiros 17 dias de junho, evidenciando um início saudável do seu terceiro trimestre fiscal, depois da diminuição do consumo e do mau tempo no seu principal mercado, a Europa, ter induzido a companhia a recorrer à mais promoções do que as inicialmente planejadas, e ocasionado uma quebra maior no lucro do que a esperada no segundo trimestre.



As empresas de vestuário têm enfrentado tempos difíceis na Europa, com a crise económica e a incerteza nas previsões desencorajando consumidores para a compra do vestuário. Somado à isso, a H&M tem assistido ao crescimento da concorrência no seu segmento de preços baixos. Apesar disso, a companhia continua apostando na expansão e abrangência geográfica: em 30 de junho contava com 2.926 lojas em todo o mundo, um aumento de 330 unidades em comparação com o ano anterior.

PORTUGAL TÊXTIL: | FOTO: REPRODUÇÃO