Fazia um bom tempo que os cós de quatro centímetros reinava quase que absolutamente nas coleções de jeans internacionais. Mas isso lá fora, porque no Brasil ele predominou – sem tirar espaço de um público muito cativo, que opta pelos modelos de cinturas mais largas, para garantir a visibilidade do desenho dos bolsos mesmo com a associação da peça a blusas um pouco mais longas: ainda que as cinturas sejam elevadas. Mas o fato é que as passarelas internacionais mencionaram bastante a construção, em pantacourts e produções total denim com falas sóbrias e maduras, sugerindo o visual para mulheres com perfil mais sofisticado.
Por isso no Verão 2020 o cós mais largo vai ser retomado, de um modo menos fashionista e mais atemporal. A construção, para o segmento mais jovem, vai ser colocada em construções elaboradas, porém repetíveis – acompanhando lavagens trabalhadas, detalhes de pences e recortes contornando bolsos frontais. Nos acabamentos mais lisos, poderão ser retomados também os modelos de cós artesanal, feitos fora da máquina, com formato princesa ou cumprindo funções equivalentes à faixas modeladoras. Pespontos, recortes, puídos e botões iguais são os argumentos mais recomendados para que o cós diferenciado mantenha sua discrição.
Alguns modelos são sutilmente mais largos e mantém apenas um botão – principalmente quando o fit em questão é a calça reta. Mas a quantidade de ofertas de modelos de calças jeans com cós de dois, três e até quatro botões no mercado internacional vem crescendo. No e-commerce, Pepe Jeans e Salsa são as referências. Já nas lojas físicas da Europa, LTB e Liu Jo são as inspirações. E mesmo considerando o perfil enfeitado da consumidora de jeans do nosso país, e prevendo que em solo nacional a construção tende a ganhar um visual mais enfeitado, reforçamos a conveniência de conciliar o desenho diferenciado do jeans com uma aparência versátil e repetível.
Fonte: Vivian David | Fotos: Equipe Guia JeansWear e Reprodução
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