A globalização do consumo no varejo net

Atualmente, os varejistas lidam com a exigência de oferecer preço, qualidade e conveniência: tudo ao mesmo tempo. Com tal cenário, o varejo – em especial nas plataformas on-line, lidam com diversos desafios. Uma referência de “case” pode ser esclarecida através da Asos. A companhia, que atualmente consegue enviar os seus produtos para a Austrália e EUA em dois dias, apresentou sensíveis mudanças com a adoção do transporte livre global em 2010. Mark Batty, diretor de vendas internacionais, declara: “ O transporte livre global transformou efetivamente o nosso negócio internacional de ‘um dia para o outro”. Cerca de 65% do total das vendas provêm agora de fora do Reino Unido. “Dentro de 2 a 3 anos, esta proporção provavelmente vai alcançar a marca de 75% a 80%”, afirma.



“Acho que, para nós, a chave é realmente a globalização de tudo. Não é apenas o website, é a globalização de produtos, preços, merchandising, marketing, é tudo o que se faz”, explica. Batty coloca que a experiência de compra do consumidor tem de ser “perfeita”, seja através de um telemóvel ou um laptop, mas alerta que “ampliar essa experiência para o nível internacional torna-se mais difícil”.



Com uma em cada quatro peças compradas on-line devolvidas ao varejista pelo consumidor, conseguir o tamanho certo figura como um elemento extremamente importante, segundo Heikki Hadre, co-fundador e executivo da Fits.me, empresa que se dedica à desenvolver softwares de simulação para “provas” de roupas virtuais.



Os dados da Fits.me, que já trabalhou com nomes como Adidas, Hugo Boss, Mexx, Superdry e Thomas Pink, mostram que os varejistas perdem 25% dos seus negócios nas devoluções de vestuário, e que, por cada 100 compras, um varejista efetua cerca de 161 expedições. Para reduzir tais perdas, a Fits me possui um software que simula cabines de prova virtuais, e sugere tamanhos adequados, permitindo que os clientes personalizem os manequins no ambiente da net usando suas próprias medidas. Com a ferramenta, é possível simular e analisar o caimento das roupas antes da compra, reduzindo as devoluções relacionadas com o vestir.



Com tal nível de personalização, é possível aumentar as vendas em uma média de 57%, e reduzir em cerca de 77% as devoluções relacionadas com o tamanho, explica Hadre, que enfatiza “Como cliente eu não quero comprar o direito à devolução, eu quero comprar roupas que sirvam”.


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