Algodão brasileiro registra queda de 1,38% em fevereiro

O índice brasileiro CEPEA/ESALQ do algodão caiu 1,38% em fevereiro, fechando em R$ 6,8862/libra em 25 de fevereiro. A queda se dá pela menor paridade das exportações, pressionada pelas desvalorizações internacionais e pela depreciação do dólar frente ao real durante a maior parte do mês. O preço vinha de uma alta de sete meses consecutivos, de julho de 2021 a janeiro de 2022.

Contudo, a média mensal de fevereiro, R$ 6,9805/libra, bateu recorde, sendo 2,47% superior à de janeiro de 2022 e 45,75% superior à de fevereiro de 2021.

“Ao longo do mês, os compradores adquiriram algodão para atender demandas urgentes e/ou repor os estoques. No entanto, tentaram pagar menos pelo produto, alegando dificuldades para repassar os custos mais elevados aos subprodutos. Os agricultores mantiveram-se focados no final da semeadura da próxima safra”, indicou o relatório.

A média mensal do Índice em fevereiro foi 10,5% superior à paridade de exportação, a maior diferença desde setembro de 2021 (quando fechou em +11,3%), disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) em seu último relatório quinzenal sobre o mercado brasileiro de algodão.

De acordo com a Abrapa, associação dos cotonicultores do Brasil, até 24 de fevereiro, 99,8% da safra de algodão 2021-22 havia sido semeada no país, com apenas algumas áreas a serem semeadas, principalmente em Minas Gerais e Goiás.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução