Análise do IEMI revela dados sobre produção têxtil no estado de São Paulo

O Sinditêxtil-SP e Sindivestuário apresentaram ontem a pesquisa do setor Têxtil e de Confecção do Estado de São Paulo realizada pelo IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), relacionadas ao período de 2009 a 2013.

O objetivo da pesquisa é obter dados e informações concretas sobre o setor no polo têxtil do estado de São Paulo e no polo de Americana, como: número de empregos, produção, faturamento, comércio exterior, investimentos e outros números que revelam o atual perfil do setor no estado de São Paulo.

Em suma, o levantamento de dados confirmou que o estado de São Paulo responde por cerca de 30% do faturamento e 40% dos investimentos do setor no país. No período analisado, houve aumento de 8,9% no número de empresas têxteis e confeccionistas em atividade no país, e mais especificamente em São Paulo, onde estão localizadas 27,8% das empresas da cadeia têxtil brasileira, esse aumento foi de 1,8%.

Entre 2009 e 2013 a produção nacional de têxteis, em toneladas, recuou 6,8%, e no estado de São Paulo esse recuo foi de 3,9%, detendo 32% da produção nacional. Para 2014 estima-se queda de (-)2,9% no BR e (-)2,3% em SP. Já a de confeccionados cresceu 0,8%, e no estado de São Paulo o crescimento foi de 7,9%, detendo 23% da produção nacional. Para 2014 estima-se queda de (-)0,9% no BR e (+)0,2% em SP.

Com relação a valores, a produção dos têxteis nacional movimentou R$ 47,1 bilhões em 2013; com SP representando 29% do valor da produção de têxteis nacional. Para 2014 estima-se alta de (+)3,4% no BR e (+)4,5% em SP. Nos confeccionados, a produção movimentou R$ 115,4 bilhões; São Paulo representou 21% do total nacional. Para 2014 estima-se alta de (+)1,8% no BR e (+)5,9% em SP.

O relatório conseguiu analisar mais a fundo as dificuldades que o segmento têxtil vem enfrentando no período, como, por exemplo, o recuo das exportações e aumento significativo das importações (só no estado de São Paulo, no vestuário o valor passou de USD 232 milhões para USD 980 milhões).

Desempenho do Setor no Polo de Americana:

Já no polo de Americana, os valores são mais positivos e vemos a indústria se fortalecer. O polo teve alta de 0,9% na produção de têxteis básicos e (+)1,9% nos confeccionados. Em valores da produção, os têxteis deverão crescer 7,9% enquanto que os confeccionados deverão crescer 8,3%, em 2014.

Segundo, Marcelo Prado, diretor do IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), o setor têxtil voltará a crescer em 2015 em torno de 1% ao ano, com mais equilíbrio no varejo.

Ele ressaltou também que no cenário analisado, onde o mercado têxtil, no geral, não teve crescimento significativo, o segmento jeanswear teve um crescimento de 6% ao ano, nos últimos cinco anos. Esse crescimento é explicado pelo elo entre confecções e tecelagens, que buscaram oferecer produtos com inovação capazes de concorrer com as ofertas internacionais, com qualidade e volume. O momento para o mercado jeanswear é de eficiência e produtividade.

MARINA COLERATO | FOTO: REPRODUÇÃO