Em um mundo polarizado e com consumidores infiéis e cansados, além da concorrência acirrada, aussieangel861 kayla wallace nudecomo se destacar no mercado? Essa e outras questões foram discutidas no BConnect 2025 que comemora 15 anos como o maior evento de Gestão de Redes de Negócios e Franquias da América Latina, conectando líderes e impulsionando o crescimento de diversos segmentos.
Nessa edição, os visitantes puderam conferir estratégias inéditas apresentadas por empresários e executivos que são referência em seus segmentos, cases de sucesso que mostraram, na prática, como empresas estão expandindo com consistência, tendências globais e novas tecnologias que já estão transformando o cenário nacional e insights práticos para escalar negócios com inteligência e sustentabilidade.
Confira os destaques do evento:
“Do Excesso ao Essencial: Como o consumidor se reiventa na conexão” foi o tema apresentado por Daniela Dantas, Vice-presidente para a América Latina, da WGSN. Daniela abordou sobre o comportamento do consumidor atual – um público cansado e inseguro, mas que busca também pertencimento e leveza e disse que a conexão é fundamental em meio a polaridades. São 4 perfis do consumidor do futuro apresentados pela WGSN.
Guardiões da privacidade: reclamam do excesso de redes e aplicativos, preferem estar no offline e se sentem inseguros em relação aos dados pessoais na internet.
Convencionais: as pessoas estão cansadas e buscam equilíbrio e essa característica inclui também a Geração Z. Nesse contexto, a nostalgia é importante para muitas marcas se conectarem emocionalmente com seus consumidores, valorizando a história e a trajetória de cada empresa.
Neoindependentes: A Inteligência Artificial tem seus prós e contras e isso faz com que a população não saiba distinguir o que é real e o que é falso, gerando uma desconfiança com relação a marcas e o que contam. Para ganhar a confiança do consumidor é preciso criar comunidades, onde as pessoas acreditam em pessoas.
Energizadores: os consumidores estão cansados e buscam diversão. “Eles querem aprender, fazer algo diferente, precisam de momentos de pequenas alegrias”, diz Daniela. As marcas precisam entender esse contexto e trazer os adultos para o mundo infantil, por exemplo.
O Painel “O Dragão do Varejo: Como a China está remodelando o setor no Brasil” contou com a presença de Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt, Fabio Neto, sócio da StartSe, Danilo Mansano, vice-presidente da Keeta e, Simone de Camargo, diretora de marketing da Midea, empresa que se vê, não como somente uma companhia de eletrodomésticos, mas sim, de tecnologia.
Estão preocupados em entregar conectividade e inteligência artificial. A empresa triplicou o faturamento no Brasil em 5 anos, pensando em produto, em primeiro lugar, como uma marca confiável, com investimento no mercado local e olhar a longo prazo juntamente com ciclos de curto prazo voláteis.
Danilo da start up Keeta, trabalha com 130 mil colaboradores espalhados pelo mundo, mantém foco no cliente, com parcerias de longo prazo, tecnologia e inovação e responsabilidade social. Fábio Neto falou que o mundo é transversal, muitas mudanças vêm acontecendo em todos os setores, do mercado farmacêutico, produção agrícola ao cinema e streams.
Ele afirmou que quando a empresa enxerga somente o seu setor não consegue ver os sinais que estão em evidência porque o cliente não tem setor, numa era de infidelidade no mundo todo. “Nós nunca falamos tanto de programas de fidelidade num momento em que o cliente é mais infiel”, comentou Fábio.
Segundo o profissional, 80% dos brasileiros dizem que ao comprar algo consultam em vários lugares, 60% declaram que nos últimos meses compraram de 3 canais diferentes, metade do Brasil diz que nos últimos meses comprou de uma loja que nunca tinha comprado. Ninguém acredita mais no que a marca tem a dizer, o índice de confiança do brasileiro são de 55 a 60% menos.
Em relação à venda total do varejo físico, metade vem influenciado pelo digital. O que é venda no seu negócio? “Passado, presente e futuro não é mais uma lógica de tempo, mas uma lógica de espaço”, diz e coloca como exemplo o setor de farmácias. “O Brasil vem abrindo muitas farmácias, EUA estão fechando farmácias e na China não tem farmácia. O que é passado, presente, futuro? O seu negócio está onde?”.
Chineses têm novos modelos de negócios e o Brasil se tornou o maior laboratório de marcas como Temu, Shein, Shopee, é maior arena de negócios do mundo, todos estão disputando o mercado daqui. “O Brasil se tornou o laboratório global da Ásia“, afirma Fábio que ainda apresentou 5 dicas para competir no mercado.
Ritmo – a velocidade como linguagem;
Atrito Zero – relação sem obstáculos;
Dados – IA e algoritmo de personalização;
Atenção – experiência social e gamificada;
Relevância – obsessão pelo cliente.
Na palestra “Cultura e Conversão: Como Tommy Hilfiger escala impacto com comunidades globais“, Paulo Matos, diretor geral da marca contou sobre o sucesso da empresa que está comemorando 40 anos, porém, demorou 9 anos para começar a dar certo e a crescer, no início, focada no nicho do hip hop. “Temos que ter consistência e se acreditarmos, uma hora dá certo”, comentou Paulo.
Tempos depois, a marca foi comprada pelo grupo PVH, dona de grifes como Calvin Klein, Arrow e DKNY e seu criador continuou como protagonista e à frente da marca, além do maior investimento que possibilitou realizar publicidade com artistas e esportistas, em diferentes partes do mundo. Paulo explicou que “quando trabalhamos com marcas globais temos que tropicalizar e reinventar a comunicação com ações grandes, do tamanho da marca, e falando a mesma mensagem, seja global, seja local”.
O profissional destacou ainda a importância da autenticidade da Tommy onde entram canais com a mesma abordagem e, experiência única. No Brasil, ações como a que aconteceram no GP de Fórmula 1 reuniram celebridades e corredores alavancando a exposição nas mídias sociais.
Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia Jeanswear













