Especialistas apresentam inovações em fibras

A transformação através dos materiais” foi o tema do primeiro painel da terceira edição do Congresso Internacional Abit 2019, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Nele, especialistas nacionais e estrangeiros abordaram o tema, apresentando o que há de inovação em fibras.

Diretor do Setor de Fibras da América Latina da Wood Mackenzie, Carlos Gonzalez apresentou a visão global do mercado das fibras com destaque para a América Latina. Segundo ele, o consumo de fibras atualmente é de 100 milhões de toneladas, sendo que o poliéster responde pela maior parte. “Esta fibra é a principal, com algo em torno de 55 milhões de toneladas”. O especialista acrescenta que América Latina é uma região em crescimento com grande potencial para fibras sintéticas, especialmente poliéster.

“Enquanto no mundo a proporção de consumo é de 56% poliéster e 26% algodão, na América Latina é 38% poliéster e 46% algodão”, disse.

Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de inovação em Biossintéticos e Fibras/Senai Cetiqt trouxe oportunidades no desenvolvimento de novas fibras. Ele apresentou como as fibras naturais (vegetais ou animais) e artificiais têm sido utilizadas em diversos segmentos, tais como automotivo, calçados, saúde e vestuário e, ainda, a importância do resíduo têxtil desfibrado para reobtenção de tecidos. Coutinho enfatizou a transferência da plataforma de inovação em fibras para um novo prédio, passando de 350 m² para 1100 m².

“Na nova estrutura teremos fiação a úmido, tear de malha circular, entre outros equipamentos. Já em desenvolvimento, temos trabalho com fibra, entre outros. E, em avaliação, fibra do ouriço da castanha do Pará e fibra artificial do bagaço de cana”, apontou.

Raul Fangueiro, coordenador da Fibrenamics, da Universidade do Minho, em Portugal, mostrou como a plataforma tem integrado a universidade às empresas e à sociedade. O especialista trouxe para o Congresso Abit um panorama do ecossistema europeu, com enfoque nas inovações e diferentes aplicabilidades das fibras. “A utilização do grafeno para criar multifuncionalidade é uma revolução”, reforçou.

Fonte: Abit | Fotos: Divulgação