Personagens roqueiras, ligadas à moda atlética, conceituais ou apegadas à nostalgia
setentista: todas vão mostrar a sua leitura pessoal da saia jeans no Inverno
2017. Em comum: serão peças mais construídas, assimétricas, e distantes de
uma leitura essencial. Variando entre lavagens claras, manchadas e azuis intensos; as
peças vão se destacar pelas cinturas elevadas – principal argumento de luxo presente
nos ítens – além de silhuetas ajustadas, fendas ousadas e construções arquiteturais –
incluindo as versões longas.
Para o look da mulher roqueira e empoderada; teremos interpretações de saia
denim com cintura elevada e construção espartilho; formato lápis e evasé.
Neste grupo, a linguagem do tecido fala mais alto como detalhe de moda: desfiados,
respingos de tinta, devorês agressivos, lavagens ácidas e barras desfiadas em franjas
serão alguns argumentos que vão dialogar com a t-shirt podrinha com estampas de
bandas icônicas e jeitão de guitarra distorcida. Pences são bem vindas; assim como
deslocamentos de bolsos e o visual da calça transformada devido ao gancho rebatido.
Dos anos 70 teremos ainda as saias denim em comprimentos mídi e
formatos evasé longos e médios; com aparições recorrentes de fechamento por botões.
Mas é na transmissão de uma estética ligada à alta moda que temos as leituras mais
fortes de saias estação: formatos envelope irregulares, exagerados ou pontuados por
bolsos fole associam a ideia de look esportivo ao conceito de luxo.
Transpasses desiguais, comprimentos quebrados e a simulação de sobreposições bem cortadas
diferenciando itens sequinhos serão as grandes estratégias para elevar o valor de moda
das coleções do segmento – e já demonstram velocidade de giro no varejo do e-commerce global. Para as marcas nacionais – uma excelente oportunidade de somar
criatividade às coleções em itens com bom apelo comercial – já que formas mais
inusitadas tornam-se mais repetíveis e funcionais no item.
VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO















