Estudo revela mudanças no varejo de moda

“A concorrência no varejo de moda agora é exponencial, surge de qualquer lugar do mundo e não respeita regras de tempo ou espaço”. Esta é uma das afirmações publicadas no estudo sobre fornecedores de moda, intitulado “Fashion unleashed: the agile supply chain”, cuja pesquisa baseou-se em Investigações de companhias globais como Levi Strauss & Co e Tom Tailor. Entre as mudanças mais importantes identificadas pelo estudo, a publicação destaca o rápido fortalecimento do consumidor, graças à livre disponibilidade de informações através da Internet e das comunicações móveis.



Existiam 6,8 mil milhões de assinantes de celulares no final de 2012, segundo a União Internacional de Telecomunicações, e existem mais de mil milhões de smartphones em todo o mundo. Em 2016, a utilização de smartphones poderá influenciar até 21% das vendas do varejo nos EUA, chegando ao valor de até 752 mil milhões de dólares.



O impacto desta realidade, é que os consumidores recebem informações e indicações de compras a partir de outros consumidores, comparando preços, qualidade e serviços prestados ao cliente. Por isso, se um varejista não acertar em algum destes fatores, rapidamente sentirá o efeito, através de consequências como a venda dos produtos com desconto. Além disso, estes consumidores cada vez mais ignoram as fronteiras geográficas, usando a web para fazer compras em qualquer lugar do mundo.



Na China, estas compras no exterior são chamadas de “hai tao” ou “procura no oceano”, e o relatório da pesquisa calcula que as compras transfronteiriças dos seis principais mercados online – EUA, Reino Unido, Brasil, Alemanha, Austrália e China – vão aumentar dos 105 mil milhões de dólares em 2013 para os 307 mil milhões de dólares em 2018.



As cadeias de fornecimento tradicionais estavam mal preparadas para lidar com este ambiente de consumo em rápida transformação, necessitando de mudanças rápidas e de uma maior flexibilidade por parte das empresas de moda. Este processo de adaptação criou por sua vez uma nova geração de varejistas, que o estudo chama de “disruptores”, entre elas as cadeias de “fast fashion” Zara, Primark e H&M.



A Zara, em particular, é considerada a responsável pela “redefinição” do “fast fashion” através da introdução de cerca de 20 novas coleções por ano, a preços acessíveis e em resposta aos sinais de procura do mercado, impulsionando assim as vendas pelo destaque claro da novidade, da transitoriedade do produto. Este modelo exige um ciclo o mais curto entre o design até o produto na loja – geralmente cerca de quatro semanas – e uma cadeia de fornecedores “altamente dinâmica e ágil”.


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