Cinco anos após o auge da pandemia de Covid-19, que colocou em xeque o futuro das feiras comerciais presenciais, eventos B2B do setor de denim mostram sinais claros de reinvenção e fortalecimento. Com as restrições de viagens e reuniões físicas, o setor adotou soluções digitais, como bibliotecas virtuais de tecidos e reuniões por Zoom. No entanto, a valorização do contato presencial reapareceu com força já em 2021, conforme os eventos começaram a ser retomados em diversas regiões do mundo.. 100 percent free online dating sites
Mostafiz Uddin, CEO da Bangladesh Apparel Exchange e fundador da Bangladesh Denim Expo, destaca a importância das feiras físicas para criar confiança e construir parcerias duradouras. “Mesmo num mundo digitalmente conectado, nada substitui as conexões presenciais que esses encontros proporcionam”, afirmou. Essa visão é compartilhada por outros organizadores que, apesar de adotarem formatos híbridos, reforçam que os encontros presenciais continuam sendo o coração do relacionamento entre marcas e fornecedores.
O formato das feiras mudou. Se antes o sucesso era medido pelo número de participantes, hoje o foco está na qualidade das interações. Fabio Adami Dalla Val, gerente da Denim Première Vision, relata que as edições em Milão em 2024 refletiram uma busca por engajamentos mais estratégicos. “As empresas estão mais seletivas e valorizam encontros significativos em vez de quantidade”, disse. A tendência também é notada em outras feiras, como a Denimandjeans, com eventos na Ásia, e a Bluezone, em Munique, que apostam em conteúdo educativo e networking de alto nível.
A Kingpins Show, com edições em Nova York, China e Amsterdã, se posiciona como uma plataforma de inspiração e troca de ideias. Vivian Wang, nova CEO do evento, reforça que educação e inovação são centrais na proposta da Kingpins. “Nosso objetivo é impulsionar práticas sustentáveis e conectar os veteranos da indústria com a nova geração de talentos”, disse. Mesmo sob temperaturas congelantes em janeiro, a edição de Nova York manteve seu público fiel, sinalizando a força da marca no calendário global.
Os organizadores, no entanto, enfrentam novos desafios além da pandemia. Questões geopolíticas, guerras comerciais e instabilidades econômicas dificultam o planejamento e ameaçam a participação de expositores de certos países. “Esses conflitos afetam não apenas o denim, mas toda a indústria. É preciso adaptar os eventos a novas realidades, como restrições diplomáticas ou a volta de apresentações virtuais”, alerta Uddin. Para Sandeep Agarwal, da Denimandjeans, o segredo está em garantir valor e eficiência para ambos os lados: expositores e visitantes.
Apesar da instabilidade global, o setor demonstra otimismo. Para Wang, 2025 será um ano de transformação, mas também de conexão. “Nosso papel é ser uma ponte que informa, inspira e estimula a colaboração na comunidade do denim”, concluiu. A evolução das feiras de denim sinaliza um caminho híbrido e mais estratégico, onde negócios, criatividade e educação se encontram para moldar o futuro da indústria.
Fonte: Ana Gimonski | Foto: Divulgação











