Future Nostalgia: otimismo e glamour chegam ao jeanswear e esperam dias melhores, aponta trend descoberta pela Vicunha

É tempo de comemorar, é hora de enxergar uma luz no fim do túnel, é o momento de colocar o seu melhor look, sem deixar de lado o conforto e a funcionalidade. Aos poucos, vamos avançando na vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo e poderemos voltar à nossa “normalidade”, reunindo amigos e família, participando de nossos compromissos sociais, viagens.

E é claro que nosso querido jeanswear acompanha todas essas mudanças que seguem para uma postura mais otimista e repleta de esperança. Sim, essa é uma das tendências que podemos observar para 2022 e que a Vicunha mapeou em suas pesquisas apresentadas no lançamento de sua coleção para o próximo Inverno durante evento na Denim City São Paulo.

A tecelagem apontou duas principais macrotrends e uma delas é o Otimismo Radical. “À medida que a gente está saindo dos bloqueios e a vacinação em massa acontece, as pessoas estão começando a resgatar um sentimento de otimismo e também uma necessidade de ser otimista e construir um futuro melhor”, comenta Lorena Botti, coolhunter da Vicunha.

Dentro dessa tendência entram duas histórias. Future Nostalgia e Feel Good.

Jaded London

Abordando a primeira trend, Future Nostalgia, pense numa moda com um pé no passado e um olhar para o futuro. Uma moda onde entram o glamour e sofisticação dos brilhos e aplicações, mas também o estilo vintage e muitos fits oversizeds com carinha de brechó.

Na briga entre as Gerações Z e Millennials, onde a palavra cringe (ultrapassado/vergonhoso/brega numa referência dos mais novos aos costumes e vestuário dos mais velhos) ganhou os holofotes nas mídias sociais, há espaço para todos os movimentos e estilos.

“As tendências estão cada vez mais diversificadas, antes eram histórias focadas, hoje em dia são diferentes, muito por conta da internet e também da democratização da moda”, afirma Lorena. E continua:Quando a gente fala – a Geração Z está declarando guerra às skinnies, por exemplo, isso é uma brincadeira de uma parcela dessa geração. Tem gente que ama essa modelagem e busca inspiração nesse passado, onde também há o shape justo ao corpo”.

Nessa retrospectiva de décadas passadas, entram os anos 90 e 2000, com foco ainda nas estrelas da música, em silhuetas sexys, tecidos com alto stretch e a volta da cintura baixa no fit low rise, além da flare e o denim repleto de detalhes nos looks festa. Para os meninos, surgem a skater pants, as produções com estampas e a logomania.

Segundo Lorena, nesse tema há uma volta ao passado seguindo o comportamento da Geração Z que invadiu o Tik Tok com “modismos” dos anos 2000, momento de virada de milênio, com o crescimento da tecnologia, a influência das divas do pop, como Madonna, as “boybands” e todos os gadgets e jogos que permeavam aquela década.

É uma linguagem que está voltando muito forte em calças com gancho e cintura baixa coladas ao corpo, mas também em fits oversizeds, referências clubbers da música eletrônica e cyber, sempre trazendo uma sensação de futuro, mas retrô. Os tops femininos são micros e vêm acompanhados de jaquetas cropadas e justas. Já para o masculino, o visual é mais solto, larguinho. E essas tendências já foram observadas também nas últimas semanas de moda internacionais.

“Por um lado, temos essa coisa mais low rise, wide, slouch, ganchos baixos, pernas amplas e até aquelas pantalonas mais largas, mas por outro, temos a flare dos anos 2000 com a cintura baixa com shape justo e abertura no final”, destaca a coolhunter.

Em lavanderia, o Future Nostalgia traz o vintage bem marcado, com o dirty, manchas localizadas e contrastantes e o aspecto de nevoeiro que há bem pouco tempo atrás poderia ser considerado fora de moda. Destaque ainda para o sobretinto e o bleach descarregado.

Os aviamentos são itens importantes nesse movimento que caminha para um comportamento mais otimista, onde entram botões de pressão, muitos metálicos, brilhos, tanto conquistados através do foil quanto em aplicações, bordados e pedrarias, além da repetição de padronagem, over patchs e logomania em muitos looks total denim.

“Esse otimismo também expressa a nossa própria identidade, com elementos exagerados, como quando temos uma lavagem, ela é mais contrastante ou uma peça com muito brilho, isso representa uma sede, uma euforia por viver”, salienta Lorena.

Tecidos

Glamour e sofisticação se unem aos tecidos elastizados, principalmente nesse momento em que ainda estamos vivenciando o trabalho híbrido e que promete continuar em algumas companhias. Portanto, aqui podemos mesclar as referências useds com shapes amplos e fluídos, sem perder o conforto do alto power, mas também podemos investir nos rígidos e nas formas ajustadas.

Entre os novos lançamentos da Vicunha, destaque para o artigo Helena, da família V. Athletic, que vem na construção moletom e visual jeans, com superfície marcada, stretch multiderecional, tingimento maxi blue, composição em 50% algodão, 43% poliéster e 7% elastano, peso de 7,1oz e largura de 1,63m. Aqui entram tecidos com aspecto novo vintage, tingimentos especiais como o mentolado e marcação do tempo.

Vicunha

Já as cores fazem toda a diferença em momentos de euforia e passeiam pelos tons calmantes que remetem à tranquilidade e estabilidade chegando às cores alegres como os neons, pink e vermelho. Para Lorena, “precisamos de cores, de energia e de uma moda que nos faça sentir bem”. Além disso, a coolhunter ressalta a importância da moda como um todo.

“A moda tem um papel muito importante para a gente trabalhar esses elementos positivos, não só no design, na função da moda que é vestir e na expressão, mas também nesse momento do mercado de se humanizar cada vez mais”, aponta Lorena.

“A gente vê as questões de como pensar as nossas organizações, de uma maneira mais otimista, para a gente trazer um novo espírito, iniciativas acolhedoras, que pensam no bem-estar dos funcionários, na questão mental, inclusão de raça, gênero e corpos. A moda tem uma grande importância nesse momento de saída de pandemia, de contribuir com a sociedade em todos os sentidos, seja através da estética, seja para oferecer soluções para os clientes que pensam também nas organizações internas”, finaliza.

Fonte:  Vanessa de Castro | Fotos: Reprodução