Inditex sai na frente e dispara em vendas

O Grupo Inditex, iniciado por Amancio Ortega, atualmente o homem mais rico da Espanha, registrou lucros líquidos de 717 milhões de euros até 31 de julho deste ano, acima de uma previsão de mercado de 672 milhões de euros apresentada por uma pesquisa da Reuters. Já as vendas subiram 12%, atingindo os 6,2 mil milhões de euros.


“Este foi um segundo trimestre muito forte e a margem bruta resistiu muito bem”, considera Peter Farren, analista da Bryan, Garnier & Co. A margem bruta no primeiro semestre caiu dos 59,4%, registrados no mesmo período do ano anterior, para os 58,4% dos.


Com oito marcas em 78 países, a Inditex (que é detentora da Zara) tem reduzido a expressão espanhola para 26% do total das vendas, abaixo dos 28% de um ano antes, através da aposta em mercados de rápido crescimento, particularmente na Ásia e na Europa Oriental.


As vendas no varejo na Espanha caíram 3,9% em julho, pelo 13º mês consecutivo, mais uma prova que os compradores estão ainda apertando os cintos no país com a maior taxa de desemprego da Europa – situada acima dos 20%.


A Inditex tem registado um desempenho melhor do que muitos de seus rivais em casa e no exterior, ao longo da recente desaceleração econômica. Em termos globais, os comerciantes estão registrando margens reduzidas, isso devido ao aumento dos custos das matérias-primas, escalada dos salários na Ásia e guerras de preços nos mercados maduros.



O varejista de moda Esprit, que tem 79% das suas vendas na Europa, está se retirando de alguns mercados desenvolvidos, incluindo Espanha e América do Norte, após divulgar no início de setembro uma queda de 98% no lucro anual.


O grupo sueco Hennes & Mauritz (detentor da H&M, que tem como rival a Zara nas tendências a preços acessíveis) relatou vendas constantes em agosto, superando as previsões mais sombrias. Na Europa, todas as marcas da Inditex, desde a Massimo Dutti até a Oysho, possuem e-commerce para vende online.

PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO