Instituto Rio Moda aborda branding digital para moda

Instituto Rio Moda promoveu a quarta edição do “Programa Especial de Branding Digital para Moda” em versão online, que irá se estender por um ano através de mentorias de palestrantes experts no assunto.

Confira abaixo os destaques do evento de abertura:

Vamos falar de futuro? Como será o branding nos próximos dez anos? Por Eduardo Ribeiro, sócio fundador e CEO da DBMAX Applied Data Science

Segundo Eduardo, sempre olhamos para o passado para podermos traçar uma previsão do futuro, porém, muitas vezes esse futuro não é linear, como estamos vendo agora. Ele pode ser cíclico ou caótico.

“Não conseguimos controlar o futuro, mas quando a gente fala em planejamento não é exatamente sobre prever o futuro, mas sim tomar decisões agora, o que precisamos fazer hoje para de fato, estar preparado para agir”, comenta Eduardo Ribeiro. O profissional acredita que o branding de hoje precisa ser extremamente veloz, ágil, ter uma essência e consistência, além de ser onipresente em diferentes canais.

Qual é o futuro do varejo? Por Eduardo Terra, sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria

Para Eduardo Terra, é preciso colocar o consumidor no centro das nossas decisões, principalmente neste momento. “A expressão VULCA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) que já tínhamos falado só vai aumentar. Precisamos nos preparar para lidar com tudo isso. Agora o nível de incerteza e volatilidade mostra um pouco o que nos espera do futuro”, apontou.

A jornada do cliente é muito importante e une micro momentos entre a necessidade ou desejo e compra, incluindo o digital. Ainda segundo Eduardo, não dá para falar de varejo sem falar de loja física e aqui, ele destaca o novo papel das lojas: experiência, uso de dados, integração com o e-commerce, produtividade, novos indicadores, digitalização e menor atrito nas lojas (filas, pagamento, dificuldade de achar um produto).

“A loja física vai continuar existindo, mas de forma diferenciada”, pontua Eduardo que ainda afirmou que a transformação digital talvez seja mais distante para médias e pequenas empresas, mas não impossível.

E o futuro do e-commerce? Por Renato Gonzalez, sócio da RG e-commerce solutions, consultoria especializada em estruturar o canal digital de empresas de varejo de moda

Renato Gonzalez acredita que muita coisa que não percebíamos ou não queríamos perceber, foi antecipada pois o digital já vinha crescendo e, agora cada vez mais. O e-commerce, redes sociais, entre outros canais fazem parte da estratégia do varejo. “O cliente quando está nos diferentes canais tem uma frequência de compra anual muito maior”, afirmou.

Para ele, é importante produzir conteúdo, assuntos e se posicionar como marca, definindo estratégias e planos de ação. “É preciso criar um discurso único de marketing, tanto para a loja física quanto digital”, diz Renato, que comenta ainda que a palavra-chave nesse momento é ter velocidade, o omnichannel não é somente possibilitar vendas em todos os canais, mas também a comunicação.

Outro ponto a ser destacado é como vamos nos relacionar com o cliente pós-pandemia. É necessário rever nossos conceitos, ver o que temos de ferramentas para nossos negócios em tempos de cenários complicados e incertezas.

“Vamos olhar esse cenário, entender que caminho tomar, tudo com planejamento, lidando com todas as áreas num projeto 360 graus, isso só acontece com velocidade a partir do momento que as áreas dão importância”, acrescentou Renato Gonzalez.

Como será trabalhar com moda? Por Patrícia Rodrigues, fundadora da Mais que isso, especializada em projetos de marketing com foco em relacionamento e experiência de marca

Todos querem saber como será trabalhar com moda daqui pra frente e, segundo Patrícia Rodrigues, o cenário precisa restabelecer seus laços de confiança. Que promessa a sua marca faz para o mundo? “As pessoas entram na loja sabendo tanto ou mais que o vendedor, por isso é importante deixar esse vendedor com mais repertório, investir em treinamentos”, afirma.

E, dentro desse contexto, a tecnologia precisa tornar a vida do vendedor mais fácil.

Loja do Futuro Por Camila Salek fundadora da Vimer, empresa de inteligência de varejo

A fundadora da Vimer acredita que as lojas vão funcionar como um espaço de troca, mais focada em entrega de experiências e serviços. Um vetor de transmissão de conteúdo. “O varejo físico é um espaço social, palco de envolvimento no processo, é preciso estar conectado com as pessoas, ainda mais nesse momento forte de humanização”, afirmou Camila Salek.

As marcas precisam se engajar, se posicionar e levar isso para o varejo físico.

Como será o consumidor de moda em 2030? Por Iza Dezon, especialista em tendência e fundadora da Dezon Consultoria Estratégica

A geração millenium busca posicionamento mais engajado e político das marcas com causas e questões que façam sentido. “Já falávamos sobre isso em 2017, o quanto o mundo já estava incerto, volátil. Nós partimos de uma constatação que 80% das nossas escolhas são pautadas pela emoção”, ressaltou Iza.

A profissional destaca três macrotendências:

Individual: Pluralidade dos indivíduos, desejo de abraçar, auto expressão, espontaneidade, inclusive no mercado de luxo.

Coletivo: Necessidade de resiliência coletiva, aderir à uma causa, foca em inspiração, empatia, tolerância, altruísmo. Investir e buscar uma identidade coletiva para a humanidade, somos parte de um quebra-cabeça complexo.

Engajamento global: Compreensão de simbiose com a natureza, somos natureza e precisamos dela. Comprometimento global, despertar da consciência climática, crise no mundo, desejo de reconexão. São os novos nativos ecológicos, digitais, abraçando novos movimentos, realidade aumentada, fim do desperdício, impacto ambiental, promovendo valores étnicos sustentáveis, levar em conta a saudade do planeta como se fosse a nossa.

A especialista acredita que é o momento de abrir espaço para um diálogo coletivo e também olhar para dentro. “Da mesma forma que muitos estão arrumando o armário, nada mais natural do que fazer esse mergulho interno nas nossas marcas”, completou.

Vamos falar sobre o futuro do futuro? Por Patrícia Cotton, fundadora da Upside Down Thinking, que apoia indivíduos e organizações no processo de transformação criativa

Patrícia Cotton destacou as principais tendências que já estão permeando o mundo da moda como a valorização do artesanal e das tradições, os pequenos negócios, futuro menos consumista com foco ainda nos brechós. Segundo a profissional, a inteligência artificial vai substituir o trabalhador, mas ao mesmo tempo, é hora de reinventar a criatividade, uma capacidade exclusivamente humana, que não pode ser substituída por nenhuma máquina.

“Por mais paradoxal que possa parecer à primeira vista, eu acredito que o momento que vivemos agora não precisa ser usado para se reinventar. Ao invés de se cobrar para encontrar formas de mudar, use-o para se aprofundar, se refinar”, comenta Patrícia.

E, continua: “Somos incentivados a comprar e a encarar a vida como um processo de consumo, mas não precisa ser assim, até porque o planeta não aguenta. Tenha o suficiente e compre com a compreensão do que é fundamental. Entenda que comprar apenas o necessário é uma atitude sofisticada e muito natural”.

E o conteúdo digital, como medir? Por Rafael Kiso, fundador e CMO da Social Mlabs, plataforma de gestão de mídias sociais

Rafael Kiso abordou a relação entre as métricas e a jornada do consumidor que se inicia desde que a pessoa conhece a marca até quando se torna fiel a ela. “Para cada uma das etapas, tem uma métrica mais relevante a ser observada”, destacou.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Reprodução