Em meio a tantas crises que o país vem sofrendo, o que antes era uma simples concorrência tornou-se uma questão de sobrevivência em um meio repleto por indústrias, tecelagens e confecções que precisam atingir em cheio um consumidor que atualmente anda investindo menos em seu vestuário. Segundo Diego Rodrigues, do Grupo GB Customização, “nos dias de hoje quem tem esse mix de lavagens está a frente em seu segmento. É essencial até porque não podemos nos dar ao luxo de trabalharmos em cima de coleção, o mercado muda muito rápido”. Diego ainda aposta em lavações como o Batik, um dos grandes diferenciais em beneficiamentos. “Quem souber fazer essa lavação bem feita estará um passo a frente dos demais”, comenta Diego.
Para o Inverno 2016, o profissional aposta em processos como bigodes a laser ou em 3D, puídos e principalmente os efeitos em patch que são o hit da estação em peças bem trabalhadas, que ganham impacto visual. “Existem muitas peças com pouco impacto visual, mais simples que todo mundo está cansado de ver nas lojas. Se fizermos uma leitura rápida em sites e blogs do mundo todo, percebemos que a moda aponta para os anos 70 com aspecto vintage, com foco no desgaste natural, por isso, citei a lavação Batik que junto com os processos como puídos, patchs e bigodes conferem um visual used original nos modelos”, afirma Diego.
Em relação aos processos pouco viáveis (ou menos comerciais) atualmente, Diego ressalta os respingos de tinta – porém que voltam com tudo no Verão 2017 – e os 100% amassados.
Neste especial destacamos referências que passeiam entre os azuis puros e profundos, blacks e acinzentados com beneficiamentos localizados ou modelos somente amaciados, super limpos e com leve brilho. Destaque ainda para os esbranquiçados e pontos de luz, riscos e marcações.
VANESSA DE CASTRO | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR










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