O distressed denim em um patamar mais elevado por Fendi

“Todos estão trabalhando em roupas reais, para ser bem concreta”. E com tal declaração, Silvia Venturini, atual designer da Fendi, justifica a importância da inclusão do denim na coleção da marca, bem como nas demais propostas que emergem na temporada de verão 2015 internacional (equivalente a 2015-16 nacional).


Na coleção, a leitura do material adquiriu um patamar mais elevado. Enquanto o visual batido e desgastado foi “jogado” em matérias-primas mais nobres como o couro, as peças mais alinhadas como calças chino, camisas de gola e camisas pólo, ostentaram lavagens brutas em índigos mais leves. O ponto alto do desfile, sem dúvida, ficou por conta do instigante trabalho de foto-impressões do denim em visual distressed, levado à calças e jaquetas interpretadas em couro impermeável.


Também as chinos com vincos bem marcados, assim como bermudas casuais, ostentaram o visual bleached alvejado, mantendo o caimento alinhado da alfaiataria no tecido graças às foto-impressões. Muito mais do que o mix e das aparências lançadas nas passarelas de Milão, o principal apontamento legitimado pela influente Fendi consta na sua lógica de criação: o experimentalismo girando em torno de materiais e peças funcionais, e as peças mais sofisticadas encontrando sua versão mais usável graças à linguagem do jeans – independente de realmente constar como material base na peça final.


VIVIAN DAVID / FOTOS: WWD