Juntar todos os componentes na tecnologia digital é
uma grande mudança, sobretudo quando o tópico do avanço consiste
nos softwares para design em 3D. A partir dele,
temos um avanço que contempla a versão mais próxima do produto
real finalizado. Nessa transformação onde o processo analógico se
transforma em um processo digital; o 3D junta reúne diversos
componentes em sua própria linguagem: cor, tecido e avatar são
simulados claramente em um material digital. Sua adoção bem
sucedida representa ganhos ao somar velocidade nos processos
produtivos: evitando retrabalhos, tornando prototipagens mais
assertivas, e decisões mais embasadas em certezas.
Mas embora alguns varejistas já estejam desfrutando dos benefícios
mencionados através da adesão do design 3D, das ferramentas de
prototipagem virtuais, e dos softwares de gestão do ciclo de vida do
produto; outros ainda estão em busca da melhor forma de adoção para
todos estes potenciais em seus negócios. Robin
Lemstra, diretor de serviços profissionais na
Lectra, opina que no momento de migrar para estas
novas tecnologias, a pergunta a se fazer é onde é que é possível
acrescentar valor?. Fit, design ou marketing? A partir desta resposta, é
possível determinar se o que é preciso é um avatar de fitting ou estilo,
por exemplo. Dessa forma, a tecnologia fica customizada aos
interesses da empresa.
Simon Kim, diretor de estratégia da CLO Virtual
Fashion; sublinha que dar aos utilizadores a oportunidade de
experimentar a nova tecnologia é fundamental, pois embora contem
com o apoio da gestão, são eles – os utilizadores – que vão usá-la. A
adoção muitas vezes não funciona bem quando aplicada do topo para
a base das hierarquias de um organograma – logo é preciso ter os dois
olhares, e agregar uma medida de baixo para cima na forma como as
novas ferramentas serão utilizadas
Em comum, os executivos dos principais fornecedores de
software 3D concordam que para encorajar a
implementação das tecnologias, é fundamental assegurar a
compatibilidade em todos os formatos de software, para que os dados
possam ser usados em diferentes sistemas num ambiente aberto e
colaborativo. Com isso, todos os parceiros de uma indústria tornam-se
aptos a jogar um jogo aberto. Prever a capacidade de
compartilhamento entre todos os canais de comunicação, é um pré-
requisito: não se pode começar o investimento em uma parte do
processo, e perceber mais tarde que a alteração não está ligada ao
processo seguinte constatando que o o 3D não consegue se
comunicar com o teste de tecidos, por exemplo.
Simon e Robin são unânimes em afirmar, que mudança bem sucedida
leva tempo; mas ao acontecer, leva a ganhos como tempos de entrega
mais rápidos, e custos mais baixos: mérito da redução no número de
amostras e protótipos necessários para aprovação dos produtos. Com
isso aceleram-se os processos de design, bem como as tomadas de
decisões. Menos gastos, mais velocidade, e maior realidade na
simulação dos processos – somado à uma maior capacidade de
interação do cliente – estes são os grandes diferenciais, que figuram no
hall de benefícios das novas tecnologias digitais em 3D.
VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO










