Pesquisa aponta o poder da classe média brasileira

No Brasil, 54% da população apresenta renda entre R$ 320 a R$ 1.120 por mês, apontou o novo estudo do Serasa Experian em parceria com o Instituto Data Popular. A pesquisa, intitulada Faces da Classe C e que teve como objetivo analisar a classe média, também conhecida como classe C, constatou ainda que até 2023 esse número deve subir para 58%.
Hoje, a classe média movimenta 58% do crédito no Brasil e é composta por cerca de 108 milhões de pessoas, que juntas gastaram mais de R$ 1,17 trilhão em 2013. A região sudeste concentra a maior fatia da classe c, com 43%, seguida pelas regiões Nordeste (26%), Sul (15%), Centro-Oeste (8%) e Norte (8%).


A pesquisa afirma que, em 2014, a classe C pretende fazer 8,5 milhões de viagens nacionais, comprar 6,7 milhões de aparelhos de TV, 4,8 milhões de geladeiras e 4,5 milhões de tablets. Além de 3,2 milhões de viagens internacionais, 3,9 milhões de smartphones, 7,8 milhões de notebooks, 3,9 milhões de geladeiras e 3,0 milhões de carros.


O estudo abrangeu respostas de 3 mil pessoas em todo o Brasil avaliando 4 mil variáveis e chegou a conclusão que a classe média está dividida em quatro categorias principais: Promissores, que totalizam 14,7 milhões de pessoas, 19% da classe média, um grupo composto por jovens, com média de idade de 22 anos, responsável por um consumo de R$ 230,8 bilhões e gastam mais com beleza, veículos, entretenimento, itens de casa e tecnologia.


Os batalhadores, com 30,3 milhões de pessoas, representam 39% da classe média e idade média de 40 anos, consomem R$ 388,9 bilhões, têm prioridades vinculadas ao bem-estar familiar. Já o grupo dos experientes com 20,5 milhões de pessoas, corresponde a 26% da classe média e idade média de 65 anos. Seu consumo anual é de R$ 274 bilhões, relacionado ao turismo nacional, serviço de saúde, móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.


Por fim os empreendedores, com 11,6 milhões de pessoas, totalizam 16% da classe média e tem idade média de 43 anos. Seu consumo anual de R$ 276 bilhões prioriza investimentos em educação, turismo internacional, tecnologia, veículos, entretenimento e eletrônicos.

REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO