Rebekka Bach conta a fórmula mágica do jeans feminino da G-Star

Desenvolver jeans feminino é uma alquimia diferente da criação do jeans masculino. Envolve muito mais do que diferenças de silhuetas, cálculos de distâncias de pespontos e algumas medidas de modelagem. Por isso é absolutamente válido, quando um profissional influente do cenário índigo abre segredos do chão de fábrica e da rotina do desenvolvimento, que se convertem em resultados comerciais, de fato. A G-Star, é uma das marcas influentes do cenário denim global, e nesta semana, Rebekka Bach, diretora de design feminino da marca, compartilhou em declarações, quais os ingredientes mágicos da G-Star para a experiência de um fit que vista o corpo de forma lisonjeira.



Segundo Rebekka, o desenvolvimento do jeans feminino da G-Star confere tanta importância aos bolsos traseiros, que a equipe da companhia conta com designers especializados para calcular exclusivamente o formato e o tamanho perfeito para cada jeans, assim como seu posicionamento ideal. “A largura entre os bolsos, a forma, e até mesmo as cores das costuras podem trabalhar maravilhas para a silhueta de quem veste: nós chamamos isso da mágica dos bolsos traseiros.” Rebekka acrescenta, que o mesmo nível de importância também é dedicado para as costuras laterais: “nós descobrimos que quando movemos as costuras um pouco mais para a a vista frontal, o resultado é um entrepernas mais esbelto”, conta a designer.



Rebekka declara ainda, que na G-Star existe um desenvolvimento próprio – logo o ingresso de um novo designer à equipe, não implica em mudanças na estética da marca. “Nós somos os próprios desenvolvedores de produto e estamos sempre em constante pesquisa para testar nossas ideias”, isso é o que confere o dna forte e coerente do nosso estilo mesmo com o giro de colaboradores.



Questionada sobre as tendências de mercado do material denim, como um todo, Rebekka Bach sublinha que existe, de fato, um aumento na demanda pelo denim bruto e rígido. “As modelagens skinny, e os tecidos com elastano sempre existirão e sempre serão disponibilizados; mas no momento a tendência está orbitando mais ao redor dos tecidos rígidos”. Na G-Star, os estilos rígidos usados no mix feminino geralmente são de peso 11 oz, e caracterizam-se por um acabamento macio e vestível. Por fim, a designer destaca que o apelo comercial deste tipo de produto para o público feminino, que vem aumentado pela experiência de jeans original que transmite, e pela bagagem relacionada à empoderamento; é apenas uma questão de uma boa combinação com um par de saltos, ou uma camiseta branca por exemplo. Com tendências futuras atreladas ao visual unissex, é bom ficar de olho nos estilos possíveis de se adotar nas silhuetas exóticas brasileiras.

VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO