Relatório indica mercado da moda ainda mais digital e sustentável em 2021

Desde o início da pandemia da Covid-19, a moda global se viu obrigada a caminhar mais depressa para além do mundo físico. A tendência é que isto se torne ainda mais rápido. De acordo com o relatório “State of Fashion 2021” da Business of Fashion, em parceria com a McKinsey & Company, 1% dos executivos de moda esperam que seus negócios online cresçam 20% ou mais neste ano.

O consumidor se viu mais inclinado a comprar online, passando a exigir interações digitais cada vez mais sofisticadas. Em resposta, os players devem desenvolver experiências sociais e mais envolventes.

Transmissões ao vivo se tornaram um escape viável para a paralização de eventos físicos, e marcas buscaram atingir consumidores com desfiles online. Lives no Instagram são cada vez mais comuns seja canais próprios ou, para aumentar seu alcance, em parceria com e-tailers e influenciadores.

Outro exemplo é a presença de grifes no Tik Tok, aplicativo de vídeo que explodiu durante a pandemia. Marcas como Fendi, Balenciaga, Dior e Stella McCartney se introduziram na mídia em julho de 2020, além de nomes como Burberry, YSL e Gucci, que ingressaram no início deste ano.

A Burberry transmitiu, em setembro de 2020, seu show para a temporada de Verão 2021 internacional no Twitch. Com isto, se tornou a primeira varejista de luxo a transmitir ao vivo um desfile de moda no serviço de streaming da Amazon – que é mais utilizados por gamers.

Compras tendem a ser cada vez mais conscientes, com consumidores pensando por um período mais longo antes de realizar uma compra. “As empresas devem adotar uma abordagem focada na demanda para sua estratégia de sortimento, ao mesmo tempo em que aumentam a reatividade flexível durante a temporada para novos produtos e reposição”, apontou o relatório.

A sustentabilidade é uma tendência já conhecida nos últimos anos, mas acabou alavancada pela pandemia. A consciência ecológica atingiu em cheio o mundo da moda, e selos como Gucci, Louis Vuitton e Burberry lançaram coleções com peças recicladas e reaproveitadas no ano passado.

Gucci

Além disso, há uma crescente entre marcas dedicadas exclusivamente a produção de moda reciclada. A demanda de clientes em busca deste tipo de mercado aumentou, e aqueles que não se adequarem a esta corrente podem ser deixados para trás.

A ética também apareceu como pauta no relatório, que indicou que 55% dos consumidores esperam que as marcas cuidem da saúde dos funcionários em tempos de crise. “Com os trabalhadores do setor de confecções, assistentes de vendas e outros trabalhadores de baixa remuneração operando no final da crise, os consumidores se tornaram mais conscientes da situação difícil dos funcionários vulneráveis ​​na cadeia de valor da moda”, detalhou.

“À medida que o impulso para a mudança cresce junto com as campanhas para acabar com a exploração, os consumidores esperam que as empresas ofereçam mais dignidade, segurança e justiça aos trabalhadores em toda a indústria global”, finalizou.

Fonte: Redação | Fotos: Reprodução