Os alunos e professores da Escola Senai Francisco Matarazzo e da Faculdade de Tecnologia Senai Antoine Skaf, especializadas em indústria têxtil e localizadas no bairro do Brás, na capital paulista já estão pensando em 2030. Alinhados com os objetivos do documento Cadeia Têxtil e de Confecção: Visão de Futuro 2030, elaborado por entidades como a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, além do próprio Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), os integrantes das duas escolas trabalham com foco em ações que priorizem a sustentabilidade e a maior flexibilidade profissional, entre outros pontos.
O documento é um guia importante para que todas as instituições que trabalham pelo setor têxtil no Brasil alinhem suas ações no sentido de auxiliar a conduzir seus associados no caminho do futuro, explica o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da federação, Elias Haddad.
Precisamos de profissionais que tenham profundos conhecimentos específicos, mas que sejam capazes de estabelecer relações com outras áreas e campos de conhecimento, explica Marcelo Costa, diretor da escola e da faculdade do Senai-SP especializadas na indústria têxtil. Queremos profissionais que não saibam somente as respostas, mas que sejam capazes de fazer novas perguntas, diz.
Segundo Costa, o Senai-SP está totalmente envolvido neste processo de reflexão e tomada de decisões rumo ao futuro. Trabalhamos para atender essas expectativas em todos os nossos cursos, em especial o superior em produção de vestuário e as pós-graduações, diz. Cada vez mais fazemos parte de programas de internacionalização, com projetos de inovação dedicados a problemas trazidos pela indústria, com foco nas necessidades dos empresários.
Mais especificamente ainda, de acordo com Costa, o último ciclo do curso superior da faculdade do Senai-SP desenvolve projetos que buscam soluções para os desafios apontados no documento sobre 2030 Não temos a tradicional separação entre a academia e a indústria.
Nessa linha, conforme explica Dilara Rúbia Pereira, professora de ensino superior da Faculdade de Tecnologia Senai Antoine Skaf, o Senai-SP tem um currículo vivo e que acompanha e antecipa as mudanças globais. Preparamos jovens e adultos para trabalharem de forma ética, competitiva e sustentável, afirma.
O item sustentabilidade, segundo Dilara, está no DNA da faculdade. Nosso curso superior de Tecnologia em Produção de Vestuário tem por objetivo habilitar profissionais em planejar, dirigir e controlar o processo produtivo do vestuário, com visão estratégica, princípios éticos e responsabilidade socioambiental, com foco nos resultados organizacionais.
Na linha do que é proposto no documento com foco em 2030, ao final do curso do Senai-SP na área têxtil os alunos desenvolvem o projeto de criação de um produto, processo ou modelo de negócio inovador e sustentável. O objetivo é despertar a emoção e atender às exigências dos diferentes segmentos de consumo.
E ainda temos disciplinas de design sustentável em vários dos 15 cursos de pós-graduação que oferecemos, explica Dilara. Além, é claro, de discutir a sustentabilidade em todos os níveis de ensino.
Outro item destacado nas projeções para 2030, a versatilidade esperada dos profissionais da indústria têxtil também está na mira do Senai-SP. Estamos preocupados em promover uma educação e uma cultura do aprender a aprender, explica. E em estimular a participação em eventos da área, em promover novos eventos, em manter um diálogo permanente com o setor produtivo e realimentar programas e currículo.
Para ler o documento Cadeia Têxtil e de Confecção: Visão de Futuro 2030, é só clicar aqui.
REDAÇÃO | FOTO: REPRODUÇÃO










