Tendência ‘Novo Vintage’ ganha versatilidade nos artigos da Vicunha

Vocês já perceberam como as pessoas andam mais saudosistas? Com um olhar voltado para o passado, para situações e pessoas que confortem nesse momento tão desafiador, para o mundo buscando algo que remeta à proteção, bem-estar, calma e felicidade, valorizando os pequenos prazeres do dia a dia.

Segundo estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, esse sentimento de nostalgia pode aumentar a nossa vitalidade para enfrentar o presente. “Nesse sentido, ela agiria como uma ‘resposta imunológica psicológica’ do nosso corpo, geralmente quando experimentamos dificuldades, funcionando como mecanismo de defesa. Ao sentirmos mais conectados ao passado, temos uma compreensão melhor de quem somos e isso nos ajuda no caminho do autoconhecimento”, afirma Lorena Botti, coolhunter da Vicunha.

Lorena Botti

O mercado de moda acompanha essa tendência que permeia diferentes segmentos e foi exatamente esse tema que a Vicunha trouxe no lançamento de sua primeira coleção 2020, em um evento que aconteceu no mês de agosto, no formato 100% online. Pautada pelo “Novo Vintage”, a têxtil apresentou cinco trends que permeiam o comportamento dos consumidores: Volta às Origens, Retrô com Conforto, Tátil e Acolhedor, Blacks Transgressores e Brincando com o Passado.

As tendências valorizam o denim autêntico, conforto, toque suave, aconchego, blacks que fazem sucesso com novas nuances e os colours que ganham estampas no estilo photoreal.

Menos é mais

Em tempos de crise, o mercado busca produtos assertivos, atemporais, com propósito e também funcionais. É tempo de investir no que realmente vai dar certo, sem desperdício.

Com uma proposta mais enxuta para o mercado, o primeiro lançamento do ano apresentado pela Vicunha reforça o modelo de negócio “one stop shop”, que possibilita atender às necessidades do cliente com soluções integradas em um só lugar.

“Lançamos tecidos que possam contar uma história para cada peça confeccionada, baseada nas tendências do Novo Vintage, sem deixar de serem versáteis em lavanderia. Esses produtos complementam o portfólio da empresa, que já é muito rico, com pesos e construções diferentes, para atender diversos públicos e regiões, de acordo com cada perfil”, apontou Fábio Felix, coordenador de lavanderia da Vicunha. “Neste momento, nossos clientes buscam um tecido diferente, mas que seja assertivo para venda, que crie um desejo”.

Fábio Felix

Para Dudu Jorge, técnico de lavanderia da Vicunha, o “novo normal” acelerou a produção de coleções mais enxutas e tecidos versáteis que contribuem também para a economia em lavanderia. “Os clientes estão seguindo o conceito ‘menos é mais’, onde não há necessidade de muitos destroyers e nem processos agressivos. Podemos trabalhar peças bem marcadas, porém com menos efeitos, com brilho, pontos de luz, não precisa ser over”, disse, apontando os estonados remetendo aos efeitos naturais do modelo, com sinais de uso do dia a dia.

Em lavanderia, Dudu destaca os processos a laser, nebulizados, entre outros, onde é possível trabalhar a redução de água, produtos químicos e tempo.

Confira abaixo as tendências em lavanderia apresentadas pela Vicunha nos lançamentos em denim e denim colour:

Denim

Sendai, artigo clássico com peso de 11,2 oz, no 100% algodão e, que surge com inspiração no tradicional denim japonês, puro, com fibra brilhante, azul intenso e excelente toque, onde é possível resgatar o novo vintage trazendo de volta a originalidade do jeans.

“É um tecido bastante versátil em lavanderia, não tem restrição nenhuma e pode ser trabalhado desde os azuis escuros até o delavê antigo, em um azul mais limpo”, comenta Fábio Felix, Coordenador de Lavanderia da Vicunha.

“Artigo que remete ao retrô, traz um visual vivo para tons delavés, sky, pode ser somente estonado e com marcações de costuras”, diz Dudu Jorge, Técnico em Lavanderia da VicunhaAqui ganham destaque os looks no total denim, jaquetas boxy, mom jeans, calças retas e skinnies.

Kelvin Mint, com 98% algodão e 2% de elastano, peso de 9,2 oz e tingimento esverdeado.

“Existem diferentes matizes de azul e o artigo vem no tom que ganha aspecto mentolado, tinto em fio e com trama esbranquiçada. A Vicunha quando lança um tecido também pensa nos processos, em todo o ecossistema e o diferencial aqui é que essa cor que não é possível de ser realizada em lavanderia”, afirma Fábio.

“Os estilistas estão acostumados a trabalhar os ‘sujinhos’ em lavanderia e, com o Kelvin Mint não é necessário realizar esses processos, pois já fica com aspecto original”, comenta Eduardo.

Destaque para os macacões, flare com carinha vintage, skinnies, calças retas, jaquetas truckers.

Italy Black (8 oz) e Italy Bold (8,5 oz), artigos premium, com canaletas mais largas, em algodão e elastano, com toque macio e aparência de veludo cotelê que remete às calças antigas com cara de alfaiataria. “Seu diferencial vem na construção com aspecto vintage, que permite vários efeitos em lavanderia e também pode ser somente amaciado”, comenta Fábio.

“O Italy Bold está sendo um dos artigos mais procurados por ter essa pegada com a canaleta mais larga e trabalhado com tingimento índigo, o que deixa o tecido com uma cara atualizada”, destaca Eduardo. Aqui entram a calças soltinhas, carrot, jaqueta carpinteiro e wide.

Trentino BW em algodão, poliéster e elastano, peso de 8,5 oz, construção cetim e excelente largura. Para Fábio, esse é um artigo curinga, que vem para complementar a família do Trentino, e que surge no azul com trama preta, em um tom mais fechado que confere lindos contrastes com o branco e atende grande diversidade de públicos.

Entre as modelagens, podem ser trabalhadas a calça flare com cara dos anos 70, jaquetas curtas ou utilitárias e peças com aspecto western.

Kelvin Black Black com peso de 9,2 oz, excelente largura, vem com trama e sobretingimento pretos e flamê sutil. Aqui entram as jaquetas com inspiração nos anos 80, skinnies utilitárias, calças com aspecto workwear e blacks mais suaves.

Denim colour

Búzios vem no 100% algodão, com 7,9 oz, na construção 3×1 e excelente largura. “Bem versátil, pode ser realizados diferentes processos de acabamento, como puídos, cores sólidas, cationizados com opções no tie dye, sky, marmorizados, estonagens e marcações. Ele veio para atender uma faixa dos 100% algodão com peso intermediário e que permite trabalhar com diferentes tecnologias”, comenta Eduardo.

Aqui entram a flare, slouchy, parkas, skinny com aspecto workwear, além de calças mais larguinhas para os homens e camisas utilitárias.

Londres surge com 6 oz, em viscose e algodão, efeito flamê, excelente caimento, brilho e leveza. Ideal para vestidos, saias, blusas e calças mais soltas. Pode vir pronto para tingir ou em cores variadas e em lavanderia absorve muito bem o tom, onde confere um aspecto vintage. Fábio alerta que tecidos com essa composição não são indicados para tingimento a seco, que tira a principal característica deste tecido, que é o toque.

Eloah em 100% algodão, bem leve, com 3,2 oz e construção de tela, superfície texturizada com delicadas listras, ideal para camisaria. Na construção do tecido é utilizada uma técnica que confere efeito similar à risca de giz que fica evidenciado quando o artigo é tinto”, afirma Fábio.

Entre as modelagens, destaque para as camisas, bermudas, jaquetas e pantacourts.

Caroline vem com power de 45% na sarja 3×1 bem marcada e peso de 8,4 oz. Destaque para as calças soltinhas, super skinnies, slim fit, calças utilitárias com tons candies, além das camisas e jaquetas tradicionais.

Lorenzo Bold vem com peso de 8,1 oz, composição de 99% algodão e 1% poliéster, com power de 30%, aparência de veludo, com canaletas mais largas. Aqui entram os blazers, calças cropped e retas, skinny e camisas com aspecto utilitário.

Luan, com peso de 7,5oz, em algodão, poliéster e elastano, indicado para diversos tipos de estamparia. Destaque para os casacos alongados, jaquetas curtinhas, slouchy e skinnies estampadas.

Entre as tendências, Dudu destaca os tie dyes que sempre estiveram presentes no universo denim e que vêm ganhando mais força agora com “handmade”, o aspecto natural do feito em casa.

Em lavanderia, podem ser trabalhados inúmeros processos para se conquistar diferentes estilos de tie dye – desde amarrações até efeitos com dirty, mergulhos, delavés, tingimentos, jatos de cor, respingos de tinta, entre outros aspectos artesanais e customizados em combinações de tons diferenciados que conquistam cada vez mais os clientes.

Atendimento ao cliente

A pandemia pelo novo coronavírus acelerou fortemente mudanças que já vinham despontando nos últimos anos, tanto no âmbito individual como para o mercado de moda. Atributos como sustentabilidade, autenticidade, simplicidade e empatia ganham mais importância a cada dia dentro do setor. Neste contexto, a Vicunha adotou novas formas de atender seus clientes, olhando para este indivíduo em transformação.

A forma de comunicar os produtos vem pautada na versatilidade dos artigos e em um ambiente cada vez mais digital e receptivo a todos os elos da cadeia, incluindo o consumidor final. Os produtos são apresentados com foco na solução para cada cliente, através de lâminas com fotos das peças e com QR Code, que traz especificações técnicas, mais fotos do tecido e fornece também orientações em lavanderia, o que é possível ou não realizar.

Além disso, a empresa aposta em uma abordagem multicanal para falar de seus novos produtos, que integra o aplicativo V. SPACE, seu site oficial e redes sociais, para mostrar cada produto por perspectivas diversas.

“O mercado vem reagindo bem. Acreditamos que o pior já passou. Estamos sendo otimistas, porém realistas, lançando produtos que complementem a coleção e trazendo soluções de looks, tingimentos e versatilidade, para atender a todos os públicos. Temos que sentir a dor do cliente e entender o que ele precisa”, diz Fábio.

Fábio acredita que o gosto do cliente não mudou muito, mas que os processos em lavanderia sim, com o avanço das tecnologias. “Quando falamos em vintage, antigamente se gastava mais, porque não tínhamos muita tecnologia. Havia uma carência de tecidos nesse sentido, portanto precisávamos de muitos processos para conferir o conceito na peça final. Hoje os tecidos permitem utilizar técnicas para trabalhar efeitos mais viáveis e sustentáveis, e esse é o diferencial da Vicunha”, comenta.

O coordenador de lavanderia também destaca a importância de se trabalhar em conjunto, dentro de um ecossistema com olhar no futuro, atendendo as expectativas de toda a cadeia de moda. “A tecnologia está evoluindo, e os tecidos da Vicunha estão caminhando junto”, finaliza.

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Divulgação