Trimestre frio na H&M

A varejista de vestuário H&M registrou uma quebra no lucro do primeiro trimestre depois da primavera tardia ter afetado as vendas e lucros, prejudicados ainda por investimentos a longo prazo. O declínio é de 10,2% do lucro, em comparação com registrado no mesmo período do ano anterior.



“O primeiro trimestre tem sido caracterizado pela continuação de uma situação difícil para a indústria do varejo de moda em muitos dos nossos mercados, sobretudo devido a um ambiente macroeconómico difícil, mas também ao tempo desfavorável em partes do trimestre”, afirmou o CEO Karl Johan Persson. “Isto significa que as vendas no primeiro trimestre não atingiram as nossas expectativas”.



Persson afirmou que a nova marca de moda do grupo & Other Stories foi “extremamente bem recebida no seu lançamento em março, o que aponta para a possibilidade de expandir o novo conceito mais rápida e abrangentemente do que o inicialmente pensado”. 



No que diz respeito à sua expansão em geral, a empresa planeja aumentar o número de aberturas para cerca de 350 novas lojas em comparação com as 325 inicialmente pensadas, numa mistura das suas marcas, com predominância para a H&M. Vai entrar em cinco novos países em 2013 e está também a preparar-se para abrir noutros países em 2014, como na Austrália.



A varejista vai ainda lançar um conceito alargado de produtos no início de 2014. “A gama será mais abrangente do que hoje e irá consistir em sportswear e acessórios em materiais funcionais especialmente desenvolvidos e adaptados a vários tipos de atividades desportivas”, acrescentou Persson.


VIVIAN DAVID / FOTOS: REPRODUÇÃO