Kingpins24 Amsterdam elege confinamento como inspiração em tendências jeans

Vivemos tempos inéditos, respiramos incertezas, enfrentamos desafios e os vencemos na maioria das vezes, através do online. É o momento do mundo frente à pandemia do novo coronavírus, assim como o das feiras de moda e do consumidor. Logo, também o das tendências. Esta foi uma das mensagens mais fortes da Kingpins24, em sua edição de Inverno 2021 (equivalente à Inverno 2022 brasileiro).

Assim como nos eventos físicos anteriores, um dos principais atrativos desta edição totalmente online da feira foi a antecipação dos temas mais direcionais para a o jeanswear. Porém, diferente de outras temporadas, onde as inspirações visitavam a história da arte ou se baseavam em viagens e referências específicas, desta vez o foco foi o lifestyle e a vida das pessoas em confinamento.

No Inverno 2022, o mergulho será interno, e as viagens serão no subconsciente do consumidor, onde a vida física e digital se misturam. Confira abaixo as quatro tendências colocadas pelo evento e comentadas por Amy Leverton, do portal DenimDudes, através de painel digital.

PEACENIC

Peacenic explora um grau de consciência mais elevado, e vislumbra a moda como um veículo para que o consumidor se sinta bem consigo mesmo. O corpo é acolhido pelo conforto das roupas, para que as pessoas se sintam prontas para o mundo, e assim possam entregar suas mentes a projetos maiores. Pense no mix entre o visual camponesa, o pijama e a roupa de meditação; mesclado a algumas peças ligadas ao lifestyle resort.

Toda essa influência vai convergir para um mix formado por roupas amplas, com silhuetas relaxadas, detalhes franzidos, e caimentos flutuantes. A leitura final será minimalista e sofisticada, graças à construções rebuscadas envolvendo giro nas direções do tecido e jogadas elaboradas no caimento.

Saruel, batas, kimonos e combos se moldam em looks pacíficos. Entre os exemplos, a dupla Denim Dudes citou o Atelier Delphine, que explorou referências japonesas em silhuetas e volumes minimalistas. Também a marca 69, que abordou o mesmo tema de forma brincalhona, com uma pegada de contracultura, propondo combos de pijamas e até sacos de dormir confeccionados no material. Nas composições de tecido, destaque para o jeanswear leve, reciclado ou com misturas de Tencel, proposto em paletas neutras e suaves.

Tendência Peacenic

PAUSE

Pause é a o resultado da evolução da casualização das roupas modernas, e do modo como nos vestimos. A pausa é na própria moda, que interrompe seu ciclo de reinvenções para contemplar seus itens básicos e essenciais e também na busca por um tempo para si, o que se reflete em uma visão de conforto mais elevada. Sua estética alterna entre o ajuste e o relaxamento da silhueta, com destaque para a pegada unissex, característica que faz com que pause mencione o streetwear ainda que na proposta de moda essencial.

Canelados, texturas lembrando tricô, Denim moletom e pesos leves são pontos fortes do tema. Para a parte superior do look, podemos ter desde comprimentos cropped, com golas rulê, até construções soltas como agasalho de capuz. No mix jeanswear, destaque para a modelagem jegging ajustada e confortável; bem como as joggers. Cinturas elásticas, acabamentos com ribanas, e a pegada de vestir um look jeanswear com a sensação da roupa básica, para se estar casa, e parar o tempo a nosso favor – ressaltando a ideia do pause.

Tendência Pause

THE GRADUATE

The Graduate é um tema que fala sobre comunidade: trata-se de um storytelling do que está acontecendo no consumo agora. Tem inspiração no look universitário, prevendo a geração criativa que está por vir. Seus discursos são pensados diretamente para a Geração Z e para os Nativos Digitais. Traz o conforto e segurança das mídias sociais, principal escape da era Coronavírus – promovendo uma aproximação única da persona online. Termos como distanciamento social e mitigação se refletem nas roupas.

Neste tema, o jeans vem com pouca lavagem, em fits retrô dos anos 80 e 90, ficando a informação de moda reservada às frases e símbolos “virais”. A roupa conecta as pessoas como a rede, criando engajamento e suprindo a ausência do convívio social fisico. Frases e símbolos prontos para viralizar são sua grande ênfase, explorada por meio de estampas 3D, a laser e digitais. Como exemplo de marcas que já exploram a tendência, citou a Dasyori, com seus fits anos 90.

Tendência The Graduate

ART HAUS

Art Haus reflete um renovado interesse pela arte, tanto através de inovações no campo do design quanto nos processos e plataformas online. Pressupõe uma peça especial, uma obra de arte feita para ser vestida. Do alemão, o termo haus significa casa mas nos diálogos urbanos também tem sentido de expertise, quando alguém é insuperável em algo. O upcycle, o remendo (tendência visible mending), as costurinhas manuais e o Sashiko (bordado japonês onde cerzidos simples formam padrões nos tecidos) são estéticas fortes.

O jeans vem extremamente trabalhado, com visual histórico ou mencionando anos 70. Seus detalhes são manuais e artísticos: devorês, ripped, costurinhas, respingos, manchas, constam no repertório de efeitos. Pinturas manuais, de personagens, personalidades, obras de arte, e principalmente slogans sustentáveis se encaixam neste tema. A lavagem é mais histórica, como stonewash e o vintage, e os fits são mais clássicos.

O visual colcha de retalho, ou de roupa concertada, são elementos fortes deste tema. Entre as marcas que trabalharam com essa pegada em seu próprio dna, destaque para Murder Bravado e Physchic Outlaw.

Tendência Art Haus

Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução

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