Amor aos brutos

Amantes do jeanswear amam o denim em sua essência, bruto, puro e genuí­no exposto em suas tramas e pigmentos.


Muito embora os vintages permaneçam como principal apelo de moda há várias temporadas os brutos jamais saí­ram de cena dado seu público fiel e assí­duo, e seguem formando subcoleções dentro das grandes marcas: prova de um amor sincero e livre de exigências de lavagens, lixados, puí­dos entre outros artifí­cios. Os brutos são também, assim como os vintages, clássicos do segmento.


Nestas subcoleções, como sempre reina a democracia – os brutos incorporam toda uma diversidade de shapes, em construções simples e complexas: modelagem confort e gancho relaxado para o público masculino da Psycho Cowboy, Slim com folga no comprimento na Hans Boodt, e nas araras da Papfar, Sensoie e True Religion a preferência universal pelo five-pockets.


No beneficiamento, foram utilizados apenas efeitos que não descaracterizassem a uniformidade da cor do denim – como amassados e resinados – seja ele black ou í­ndigo.


Marcas como a Salsa e a Noa noa optaram pelo efeito resinado, que conferiu um aspecto de molhado na superfí­cie do tecido, especialmente nas peças que apresentaram uma lógica próxima a alfaiataria, com detalhes como pregas, botões forrados e lapelas.


Ainda na Salsa estiveram presentes reedições da clássica calça de cintura alta – desta vez dispensando a resina. Confira as fotos.


VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIAJEANSWEAR