A ascensão do comércio digital no Brasil parece se consolidar ainda mais neste ano. Seguindo a mudança nos hábitos de compra dos consumidores, que embarcaram no varejo online principalmente durante a pandemia, o setor de e-commerce deve encerrar 2021 com um crescimento de 38% – segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O faturamento, de acordo com Fábio Bentes, economista da CNC, espera algo em torno de R$ 304 bilhões para o setor.
As medidas restritivas adotadas durante o ano por conta da pandemia da Covid-19, o que impulsionou as compras feitas pela internet no país. O hábito de consumo, segundo pesquisa da Receita Federal, deve se manter em grande parte dos brasileiros.
O levantamento indicou que entre consumidores entrevistados em sete capitais, 59,4% afirmaram que compraram mais pela internet na pandemia. Já 44,4% pretendem continuar comprando dessa forma pelos próximos 12 meses.
Contudo, é preciso destacar que este consumo varia em diferentes perfis de renda, com consumidores de ganhos acima de R$ 9,6 mil mensais representando 71,8% dos compradores. Já os que ganham cerca de R$ 2 mil, representam somente 41,1% dos que preferem comprar pela internet.
“O acesso à internet e capacidade de aquisição de equipamentos que possibilitem a navegação online são diferentes”, apontou a pesquisadora e economista da FGV, Cláudia Perdigão, ressaltando a situação do país em relação ao desemprego e avanço da inflação como umas das explicações para a disparidade entre os consumidores.
Fonte: Redação | Foto: Reprodução









